Durante manifestação, professora chama desembargadores do Amapá de ‘canalhas’

Revelando-se contrário à decisão do desembargador Constantino Brahuna, que, na segunda-feira, 13, proferiu decisão considerando ilegal a greve dos professores, determinando o retorno às salas de aula, um grupo liderado pelo Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap) ocupou, nesta terça-feira, 14, a frente do Tribunal de Justiça do Amapá para protestar.

No entanto, o que chamou a atenção foram as declarações de uma professora, cuja identificação está sendo realizada pelas autoridades, que classificou os magistrados do Amapá como “canalhas”, e mais, em seguida, os aconselhou que “tirassem a ‘bunda’ da cadeira e fossem trabalhar”.

Há duas semanas, o grupo liderado pelo sindicato agrediu o governador Camilo Capiberibe quando ele saía de um evento na Universidade do Estado do Amapá. O caso já está sendo apurado pela Polícia Civil, procedimento que, também, deve ocorrer em relação ao fato ocorrido nesta terça-feira.

O Tribunal de Justiça não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas, em off, uma fonte ligada ao TJAP, disse que a opinião corrente entre os desembargadores é que, a cada manifestação, os ânimos dos sindicalistas ficam mais exaltados e que a liberdade de expressão não pode ser confundida com ofensas à honra de quem quer que seja, e que o termo ‘canalha’ foi um ato de desrespeito com a Justiça amapaense, que pauta suas decisões sobre aquilo que fundamenta o Direito.

Via MZ Portal

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