Mercado prevê mais inflação e crescimento menor do PIB em 2013

Previsão de alta do PIB caiu para 2,93%; para o IPCA, subiu para 5,81%. Analistas mantém previsão de que juro subirá para 7,75% ao ano na quarta.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões.  Foto: Reprodução
Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Foto: Reprodução

Os economistas do mercado financeiro baixaram, na semana passada, sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, ao mesmo tempo em que elevaram sua previsão de inflação para este ano, informou o Banco Central nesta segunda-feira (27), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Boletim Focus.

O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para a expansão do PIB de 2013, a estimativa dos analistas do mercado recuou de 2,98% para 2,93%. Foi o segundo recuo consecutivo do indicador. Para 2014, a previsão de crescimento da economia brasileira permaneceu estável em 3,50%.

O IBGE informou, em março, que o PIB de 2012 avançou somente 0,9%, no pior desempenho desde 2009. Para este ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que vinha prevendo expansão superior a 4%, revisou sua estimativa para um crescimento de 3% a 4% em 2013.

Na última semana, na divulgação da revisão do orçamento de 2013, a previsão do governo para o crescimento da economia neste ano foi mantida em 3,5% – a mesma da Lei de Diretrizes Orçamentárias, divulgada em março. Entretanto, Mantega afirmou que o número pode recuar no futuro, dependendo do resultado do PIB do primeiro trimestre, que será divulgado na próxima quarta-feira (29) pelo IBGE.

Inflação e juros

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para o sistema de metas de inflação, a estimativa do mercado financeiro para este ano subiu de 5,80% para 5,81%. Para 2014, a previsão do mercado permaneceu inalterada em 5,80%.

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

O mercado financeiro também manteve, na semana passada, a estimativa de que o BC subirá os juros básicos da economia, atualmente em 7,5% ao ano, para 7,75% ao ano, nesta quarta-feira, quando termina a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da autoridade monetária – responsável por fixar a taxa de juros.

A elevação dos juros prevista para esta semana, portanto, é de 0,25 ponto percentual. Para o fim de 2013, a previsão dos analistas dos bancos para a taxa de juros permaneceu em 8,25% ao ano e, para o fechamento de 2014, avançou de 8,25% para 8,5% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 subiu de R$ 2,02 para R$ 2,03 por dólar. Para o fechamento de 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar avançou de R$ 2,06 para R$ 2,07.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2013 caiu de US$ 9,05 bilhões para US$ 8,3 bilhões na semana passada. Para 2014, a previsão de superávit comercial subiu de US$ 10 bilhões para US$ 10,4 bilhões na última semana.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana.

Expresso MT com G1

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