Metade dos diabéticos desconhecem ter a doença

O diabetes está na lista de patologias que atuam silenciosamente no organismo até comprometê-lo definitivamente, permitindo apenas a convivência com a doença.  Foto: Reprodução Diário Digital
O diabetes está na lista de patologias que atuam silenciosamente no organismo até comprometê-lo definitivamente, permitindo apenas a convivência com a doença. Foto: Reprodução Diário Digital

O diabetes está na lista de patologias que atuam silenciosamente no organismo até comprometê-lo definitivamente, permitindo apenas a convivência com a doença.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada por uma deficiência parcial ou total na produção de insulina, hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), por promover o ingresso de glicose nas células e pela síntese de proteínas e armazenamento de lipídios.

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, existe no mundo cerca de 285 milhões de diabéticos, o que equivale a 6,4% da população adulta. No Brasil, o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 7,6% da população entre 30 a 69 anos era diabética, chegando a 17,6% das pessoas entre 60 a 69 anos.

Já no interior de Pernambuco, um estudo realizado em 2010 revelou que a prevalência de diabetes na população local é duas vezes superior a média mundial, chegando a 13,6%.

Existem dois tipos principais de diabetes, o Tipo I e o Tipo II. O diabetes tipo I acomete mais as crianças, adolescentes e adultos jovens. “São pacientes totalmente dependentes de insulina. Por apresentarem uma sintomatologia mais evidente, como poliúria (urinar muito), polidpsia (beber muita água) e perda de peso, o diagnóstico precoce é mais fácil”, esclareceu a endocrinologista da Santa Casa de Maceió, Thaís Mendonça.

O diabetes tipo II, mais comum no público adulto, apresenta uma sintomatologia menos específica. Muitas vezes o paciente apresenta poucos sintomas, fazendo com que o diagnóstico seja tardio.

“Cerca de 50% dos pacientes diabéticos desconhecem ter a doença por não apresentar sintomas. No entanto, alguns fatores de risco fazem o médico suspeitar do diabetes mais precocemente”, alertou Thaís Mendonça. São eles: pessoas acima de 45 anos com história familiar de diabetes, obesidade (principalmente abdominal), história prévia de diabetes gestacional, pessoas com dislipidemia e com hipertensão arterial.

“Quando o paciente perde peso apesar de se alimentar bem, apresenta cansaço, vista turva, prurido vaginal e infecção urinária de repetição é importante pensar em diabetes”, acrescentou a endocrinologista.

Fonte: Ascom Santa Casa

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