EUA rejeitam responder publicamente a Brasil sobre espionagem

No domingo, chanceler pediu esclarecimentos sobre suposta interceptação de milhões de dados de brasileiros

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, pediu esclarecimentos aos EUA no domingo. Foto: Arquivo/Reuters
O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, pediu esclarecimentos aos EUA no domingo. Foto: Arquivo/Reuters

O governo dos EUA disse no domingo que não vai responder publicamente aos questionamentos feitos pelo Brasil sobre espionagens realizadas no país. Questionado pela BBC Brasil sobre a reação brasileira , o Departamento de Estado americano disse por e-mail que “o governo dos EUA vai responder apropriadamente a nossos parceiros no Brasil pelas vias diplomáticas e de inteligência. Não vamos comentar publicamente ou especificar supostas atividades de inteligência. Como política, já deixamos claros que os EUA obtêm inteligência estrangeira do tipo coletado por todas as nações.”

Segundo denúncia feita no sábado em reportagem do jornal O Globo, com base em documentos coletados por Edward Snowden , o Brasil teve milhões de telefonemas e mensagens espionados na última década.

No mesmo dia, o Itamaraty pediu “esclarecimentos” ao governo americano e ao embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, quanto à denúncia de que pessoas e empresas no Brasil teriam sido alvo de espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

“O governo brasileiro recebeu com grave preocupação a notícia de que as comunicações eletrônicas e telefônicas de cidadãos brasileiros estariam sendo objeto de espionagem por órgãos de inteligência norte-americanos”, afirmou o Itamaraty, em comunicado.

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