Camilo Capiberibe negocia parceria com governo alemão para programas ambientais

Em busca de parcerias para acordos de cooperação que ampliem e agilizem os programas de desenvolvimento sustentável do Estado, o governador Camilo Capiberibe encontrou-se, na manhã desta quarta-feira, em Brasília, com os diretores da KfW Bankengrupp, Hubert Heisele, e da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), Helmut Eger. Estas instituições do governo alemão, respectivamente, apoiam financeira e tecnicamente, projetos voltados às florestas tropicais e energias renováveis.

“Precisamos de apoio técnico e financeiro para aprofundar nossas políticas de preservação, inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento para o Amapá. Será de grande valia o suporte que o governo alemão poderá nos dar neste sentido. Em quatro anos de governo iremos aplicar cerca de 50 millhões de reais de recursos próprios para implementar nossos programas socioambientais, mas precisamos de mais”, defendeu Camilo.

O governador informou que seu governo está trabalhando com afinco junto ao executivo federal com o objetivo de se credenciar para acessar os financiamentos disponíveis em instituições estrangeiras que fomentam políticas de sustentabilidade. Para que um estado da federação possa assinar termos de cooperação financeiras e técnicas internacionais é necessário o aval da União. “Nossas políticas estão em linha com a diretriz de preservação e exploração racional dos recursos naturais, estabelecido pela presidenta Dilma. É preciso que o Amapá seja prioridade para o governo federal”, enfatizou.

O GEA está avançando e desenvolvendo concretamente vários setores da economia amapaense, sempre colocando em perspectiva o viés da sustentabilidade e da sociobiodiversidade. Lançou em junho o Proextrativismo (Programa de Desenvolvimento da Produção Extrativista do Amapá), que visa reaquecer a economia da castanha, açaí, cipó titica, com fomento próprio e não reembolsável; o Protaf (Programa Territorial da Agricultura Familiar e Floresta), em execução dede 2011, foi criado para ampliar o atendimento aos trabalhadores que têm como base a agricultura familiar; o Propesca (Programa de Fomento ao Pequeno Pescador) também iniciado em junho, com o objetivo de fortalecer o setor pesqueiro, financiando a construção de barcos, material de pesca e desenvolver políticas públicas voltadas para o setor. Além disso, está trabalhando fortemente na construção do desenho para concessões florestais e finalizando Lei Estadual de Florestas que permitirá ter a floresta como ativo para desenvolvimento econômico.

Diante deste quadro, apresentado ao KFW e GIZ, os representantes do governo alemão, afirmaram que o Amapá tem todos os requisitos para ser incluído nas carteiras de financiamento e cooperação que o governo brasileiro deverá apresentar às instituições e sugeriram que o GEA continue a sensibilizar o executivo federal para suas demandas e que faça uma manifestação direta à Embaixada Alemã solicitando apoio para os programas estaduais.

Participaram da reunião a diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas, Ana Euler, a diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento, Ivana Antunes, a secretária da Representação do Governo em Brasília, Diva Ribeiro, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Antônio Cláudio, e o secretário Estadual do Meio Ambiente; Grayton Toledo.

Paulo Ronaldo/Secom

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