PEC do Orçamento Impositivo deve ser votada nesta terça-feira em comissão da Câmara

Segundo Henrique Alves, a presidente Dilma Rousseff nunca tratou da PEC com ele

Da Agência Brasil

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a presidente Dilma Rousseff e vice-presidente Michel Temer durante sanção do Estatuto da Juventude. Foto: Reprodução
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a presidente Dilma Rousseff e vice-presidente Michel Temer durante sanção do Estatuto da Juventude. Foto: Reprodução

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo deverá ser votada nesta terça-feira (6) na comissão especial que analisa o mérito da matéria e, nesta quarta-feira (7), no plenário da Câmara, em primeiro turno.

A previsão foi feita nesta segunda-feira (5) pelo presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que está trabalhando para a aprovação da proposta.

— No que depender de mim, do meu trabalho esse toma lá da cá de muitos anos, de muitos governos em relação às emendas, tem dia e hora para acabar. Quarta-feira, à noite, espero que a Câmara dos Deputados aprove o Orçamento Impositivo e acabe com essa história que constrange um governo democrático e humilha um Parlamento que tem que ter altivez e dignidade.

Segundo Henrique Alves, a presidente Dilma Rousseff nunca tratou da PEC com ele. A aprovação do Orçamento Impositivo para as emendas parlamentares foi uma das propostas de campanha de Alves à presidência da Câmara, no inicio deste ano.

— A presidenta Dilma nunca tratou dessa questão comigo. Ela nunca discutiu comigo esse aspecto. Esse é um assunto inegociável. Que é a dignidade do Parlamento.

Em relação às votações desta semana, o deputado Henrique Alves disse que nesta terça-feira (6), às 11h, vai se reunir com os líderes partidários para tratar das votações.

Ele informou que fez apelo ao governo para retirar a urgência constitucional do projeto de lei que trata do Código Nacional da Mineração, que está com urgência constitucional vencida e trancando a pauta de votações da Câmara.

Ele acredita que terá uma resposta sobre a solicitação. Se não for retirada a urgência constitucional, os deputados apenas poderão concluir a votação do projeto de lei que trata da destinação dos recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde, em sessões ordinárias. Nas sessões extraordinárias poderão ser votadas propostas de emenda à Constituição.

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