Acusado de improbidade, Waldez Góes presta depoimento nesta quinta por crime de peculato

Para quem acha “normal” um político ser processado, e, quiçá também ser preso pela Polícia Federal, comparecer às barras dos tribunais com certa frequência, deve ser a coisa mais natural do mundo. Numa mesma semana, o ex-governador Waldez Góes foi convocado a prestar depoimento duas vezes à Justiça Estadual sobre a sua participação no episódio da retenção do dinheiro dos servidores públicos, descontado no contracheque, que deveria ter sido repassado a instituições bancárias para pagamento dos seus empréstimos consignados.

Para esse novo depoimento, desta vez à 4ª Vara Criminal de Macapá, a defesa de Waldez deve seguir com a mesma estratégia evidenciada na primeira audiência realizada na segunda-feira, 23, que apura a responsabilidade civil pela improbidade administrativa cometida pelo governo da época. O ex-governador deve novamente jogar a culpa pelo ato ilícito para cima dos seus secretários de governo e, ao mesmo tempo, tentar justificar a “necessidade” da retenção do dinheiro dos servidores pela queda da arrecadação financeira do Estado.

Durante a primeira audiência, essa tese da defesa foi derrubada pelo promotor do processo civil, Afonso Guimarães, que afirmou que o governo não poderia usado recursos financeiros que não lhe pertenciam. Guimarães ainda questionou a veracidade da suposta queda de arrecadação alegada por Waldez, já que o governo, ao invés de cortar custos da máquina administrativa, aumentou o repasse financeiro para algumas ações de governo de evidente apelo popular, como o Amapá Jovem e o Bolsa Família.

Corroborando que a opinião do MP, o secretário de Planejamento do Estado, Juliano Del Castilo, disse em entrevista que, no ano em que se deu o ilícito, o Amapá recebeu da União um volume maior de recursos financeiros repassados pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE) em função do bom desempenho da economia brasileira, que, somente naquele ano, cresceu 7,5%.

Sobre o outro ponto argumentado pela defesa dos acusados, que os ex-governadores tecnicamente não eram ordenadores de despesas, mesmo admitindo que isso seja verdade – o que é bastante questionável -, é difícil de acreditar que um govenador delegue a auxiliares a decisão sobre um tema de vital importância para os servidores do Estado.

É bom lembrar que essa ação delituosa deixou centenas de servidores negativados perante as instituições financeiras.

MZ Portal

Um comentário em “Acusado de improbidade, Waldez Góes presta depoimento nesta quinta por crime de peculato

  • setembro 25, 2013 em 2:20 pm
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    A mesma tática do Lula de não saber de nada? Assim, se é verdade q todo mundo metia os pés pelas mãos, ou a mão pelos bolsos, tá mais q evidenciado o que sempre se soube: O desgoverno dele era um samba do crioulo doido ou uma casa da “mãe joana”. Coitada da Mãe Joana e coitado do “coitado”, tão “ingênuo” q aprontaram tudo nas barbas dele e o “piquenu” num sabia de nada…Acreditas?

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