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Detran estuda a possibilidade de instalar pardais para coibir abusos no trânsito

O diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AP), José Aurivan Gomes, viajou na última semana para conhecer e analisar o avanço da sinalização eletrônica, os famosos pardais, em Fortaleza (CE), e trazer mais um mecanismo de combate às infrações no trânsito do Amapá.

A utilização dos pardais em pontos estratégicos, na capital cearense, reduziu em até 90% os acidentes com veículos em que os condutores excedem a velocidade, que normalmente é de 30 km/h e em alguns locais 60 km/h, segundo informou o diretor.

"Esse é mais um mecanismo que o Governo do Amapá busca para implementar no Estado e reduzir ainda mais o índice de acidentes nas áreas de maior fluxo de veículos, como ruas e avenidas de Macapá e Santana", pontuou.

De acordo com a equipe do Observatório de Trânsito estadual, que se reúne uma vez por semana no Detran, os pardais flagram o motorista que conduz o veículo fora dos limites de velocidade regulamentados na cidade. A conta vai à residência do infrator ou do proprietário do veículo para pagamento da multa, conforme a legislação vigente do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

"Essa é mais uma forma que o Governo do Amapá possibilita à sociedade amapaense para coibir, ainda mais, os acidentes de trânsito, visando assim reduzir o número de vitimados", ressaltou Aurivan Gomes.

No estudo realizado pela equipe do Detran Amapá junto ao Departamento do Ceará, o planejamento do custo e benefício do uso dos pardais, em Macapá, tem o apoio do governador Camilo Capinberibe, que, preocupado com as questões do trânsito no Estado, criou o Observatório de Trânsito.

"Esse Grupo de Trabalho (GT), que é composto por representantes do Batalhão de Trânsito, da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Departamento Estadual de Trânsito, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, estuda e analisa os pontos mais críticos para coibir os acidentes nas ruas e avenidas de Macapá e Santana", disse Arthur Maciel, gerente do Núcleo de Educação do Detran (AP).

Leonardo Santos/Secom

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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