Papa Francisco pede perdão pelos padres que molestaram crianças

Em seu discurso, o Papa disse que sentiu que tinha que trazer a responsabilidade para si e pedir perdão pelo mal que alguns padres cometeram contra crianças. Foto: Reprodução
Em seu discurso, o Papa disse que sentiu que tinha que trazer a responsabilidade para si e pedir perdão pelo mal que alguns padres cometeram contra crianças. Foto: Reprodução

Em um dos pronunciamentos mais fortes sobre os abusos sexuais praticados por integrantes da Igreja Católica, o Papa Francisco, nesta sexta-feira, pediu perdão pelos padres que molestaram crianças.

– Eu me sinto compelido a assumir todo o mal que alguns sacerdotes, muito poucos em número, obviamente, não em comparação com o número de todos os sacerdotes, e pedir pessoalmente perdão pelos danos que eles fizeram às crianças abusadas sexualmente – disse ele a membros de um grupo francês de direitos das crianças, o International Catholic Child Bureau (ICCB, na sigla em inglês), de acordo com a Rádio Vaticano.

Em seu discurso, o Papa disse que sentiu que tinha que trazer a responsabilidade para si e pedir perdão pelo mal que alguns padres cometeram contra crianças.

– A Igreja está consciente dos danos, foram danos pessoais, morais, realizados por homens da Igreja. Não queremos dar um passo atrás para lidar com este problema e as sanções que devem ser impostas. Pelo contrário, acho que devemos ser ainda mais fortes! Não se deve brincar com a vida das crianças – disse.

O ICCB é uma ONG católica que trabalha para proteger os direitos e a dignidade da criança no mundo. Na reunião com eles, o Papa Francisco também falou sobre a necessidade de reafirmar os direitos dos pais de decidir sobre a educação moral e religiosa de seus filhos e rejeitar “todas as formas de experimentação educacional com crianças e jovens” empurrando uma “ditadura de forma de pensar” sobre eles, em nome da modernidade.

O Papa disse que é direito de cada criança crescer numa família “com um pai e uma mãe” capaz de criar “um ambiente adequado para o desenvolvimento da criança e maturidade emocional”.

O Papa observou que “os horrores da manipulação de educação que vivemos nas grandes ditaduras genocidas do século XX não desapareceram, mantiveram a relevância atual sob vários disfarces e propostas”.

O Globo

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