Hospital da Mulher busca alternativas para um atendimento seguro à mãe e ao recém-nascido

Enquanto algumas maternidades no Brasil estão fechando as portas por falta de infraestrutura de atendimento à saúde da mulher, no Amapá, o Hospital Estadual da Mulher Mãe Luzia (HMML) busca alternativas para garantir atendimento de qualidade e humanizado à dezenas de mulheres todos os dias.

Uma das medidas foi o serviço, já iniciado esta semana, de adequação física de alguns ambientes do hospital. O diretor do HMML, anestesista Acimor Coutinho, ressaltou que, com as obras concluídas em quatro meses, o hospital melhora o fluxo de atendimento e cumpre, principalmente, as normas técnicas de ambiência hospitalar determinadas pelo Ministério da Saúde (MS).

Segundo ele, na parte térreo, as obras de adequação se destinam a abertura de Alojamentos Conjuntos (ALCON) para acolhimento do recém-nascido, mãe, e do acompanhante. Na parte superior do hospital, as obras vão melhorar as ambiências nas salas do projeto "Mãe Canguru" (UCINCA), Unidade de Cuidados Intermediários (UCINCO) e na Unidade Neonatal (UTIN).

Os serviços, diz o diretor, vão gerar um ambiente hospitalar mais adequado e confortável, tanto para o recém-nascido, quanto para a parturiente. "A proposta é nos aproximarmos cada vez mais de um atendimento de saúde a mulher muito mais eficiente e humanizado", salientou.

Maternidade

Na opinião de Acimor Coutinho, a inauguração da Maternidade de Risco Habitual na zona Norte de Macapá, orçada em R$ 6 milhões, prevista para este segundo semestre, será fundamental para que o Hospital da Mulher passe a atender com exclusividade as intercorrências de média e alta complexidade na área de obstetrícia.

A partir do funcionamento da nova maternidade, acrescenta Acimor Coutinho, que nesta primeira fase vai disponibilizar 40 leitos para a comunidade, os partos considerados normais serão referenciados para a Maternidade de Risco Habitual e para o Hospital São Camilo, o último conveniado com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com disponibilidade de leitos.

O Hospital da Mulher realiza em média 120 atendimentos por dia. Destes, entre 20 à 25, são serviços de parto, a maioria normal. Os demais são serviços de responsabilidade da atenção primária. Com cerca de 195 leitos ativos, entre obstétricos e neonatais, o hospital recebe pacientes de Macapá, Santana e da região do Pará.

Além da Maternidade de Risco Habitual, o Estado também está ampliando o Hospital Estadual de Santana, com entrega agendada para este segundo semestre. O hospital santanense vai ampliar a oferta de leitos obstétricos, a partir da conclusão do complexo da maternidade, inclusa nesta obra.

Mais Informações: 9141- 5536/ 9135- 6878

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