Polícia Civil indicia responsáveis pela explosão de barcos no Igarapé das Mulheres

A madrugada de 11 de abril deste ano foi considerada um terror para os donos de embarcações do Igarapé das Mulheres, principalmente para aqueles que tiveram seus patrimônios destruídos durante um incêndio.

Naquele dia, setes embarcações pegaram fogo, a partir da explosão que iniciou no barco a motor "BM José Felipe", de propriedade de João Martins Rodrigues.

A tragédia foi investigada pelo delegado Leonardo Brito, titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil (2ª DP), que nesta quinta-feira, 6, concluiu o inquérito com indiciamento das pessoas responsáveis, ou seja, o dono do posto de combustíveis que vendeu o produto vai responder pela venda ilegal de óleo diesel e gasolina e o proprietário do BM José Felipe, indiciado por homicídio culposo e compra ilegal de produtos inflamáveis.

"O barqueiro João Martins comprava, em média, dois mil litros de combustível, em Macapá, e os revendia em municípios do interior do Estado do Pará. Nessa ocasião, ele exagerou e comprou 14 mil litros, armazenou em local improvisado e contrariou a legislação, pois pretendia lucrar ainda mais com a venda, mas acabou perdendo tudo e causando prejuízos a outras pessoas", disse o delegado.

De acordo com o resultado pericial, a explosão ocorreu quando eles tentaram ligar o motor usando uma "chupeta" (ligação clandestina) com uma bateria de caminhão.

Na ocasião, morreram Andreci João da Costa Rodrigues, Ivanildo do Carmo de Souza e João Elielson e outras sete pessoas sofreram queimaduras.

Segundo a polícia, a tragédia não causou maiores danos por não ter atingido o posto de venda de combustíveis existente no local.

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