“Caso Roger Abdelmassih” abriu os debates no último dia do III do Congresso Estadual do MP-AP

O III Congresso Estadual do Ministério Público do Amapá, que encerra nesta sexta-feira (14), reiniciou com a palestra, pela manhã, do promotor de Justiça e chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MP de São Paulo, Luiz Henrique Cardoso Dal Paz, responsável pelo polêmico caso do médico “Roger Abdelmassih”. O painel foi mediado pelo promotor de Justiça, André Luiz, titular da Promotoria da Saúde do MP-AP.

Luiz Henrique Cardoso iniciou sua apresentação manifestando apoio ao Ministério Público do Amapá, em nome do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, diante dos ataques que a instituição vem sofrendo. Em seguida, apresentou os aspectos práticos da investigação, da instrução e condenação de Abdelmassih a 278 anos de prisão, por estuprar 39 mulheres em sua clínica de fertilização, na capital paulista.

O promotor falou das dificuldades que teve ao longo do processo, por conta do poder aquisitivo e influência do médico na sociedade paulistana. “De início, apenas duas mulheres procuraram o Ministério Público para denunciar o caso, mas minha primeira denúncia não foi aceita pela justiça”, disse.

O MP-SP recorreu, e quando o caso foi noticiado pela imprensa, mais mulheres denunciaram o médico e contribuíram com a investigação e julgamento, até que ele fosse condenado. A partir dos casos de estupros, o médico também foi investigado por vários outros crimes, como lavagem de dinheiro, ilegalidades na relação de consumo, crimes contra a saúde pública, experimentos genéticos incompatíveis com a Lei de Biosegurança e sonegação fiscal.

Luiz Henrique também revelou os detalhes da verdadeira “cassada” após sua fuga para o Paraguai. “Foi um longo caminho até descobrirmos onde ele e sua família estavam vivendo. Conseguimos provar que ele estava ilegalmente no país com nome falso. Ele foi deportado para o Brasil e nós o prendemos no aeroporto há dois meses. Agora, só esperamos que ele cumpra a pena e que a justiça às vítimas seja feita”, finalizou.

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