Por amor, salvem a Beira rio!

Chico Terra

Eu disse que hoje tive de descer aos infernos. Sim, foi num inferno que foi transformado o sábado na frente de nossa querida Macapá, às escuras e mal frequentada.

Nunca assisti em toda vida um espetáculo tão deplorável diante dos meus olhos. Pessoas embriagadas flanando entre os quiosques que ainda resistem apostando em música de extremo mal gosto e em alto volume. Duas mulheres se esfregavam freneticamente em plena passagem e quase fui ao chão ao esbarrarem sem nenhuma educação em mim.

E nenhuma fiscalização apareceu.

Bem diferente do que fizeram ontem no Barril durante o show de encerramento do projeto MPA que em pleno show da Negro de Nós mandou parar tudo.

É claro que ainda se salva o Bar do Nego, mas que é obrigado a oferecer aos seus clientes a mesma porcaria musical que é oferecida pelo seu vizinho, pois a cada dia, um escolhe a atração consoante com o mal gosto dos próprios donos dos estabelecimentos e não com o respeito que deveria haver com possíveis visitantes. Também como exceção cito o trabalho que o Finéias Nelutty faz ao sábados no Cevada & Cia, contudo, neste  sábado em especial por algum motivo ele não foi.

Que saudade da Dona Ana, Pedro Carmona, Maresias e Vou Vivendo dos anos 2000 e da calma e da luz que havia.

Hoje a Beira rio está assim na escuridão e frequentada por seres, com raras exceções, sem o mínimo de educação.

Em casa a pensar nisso tudo eu pergunto: Cadê o poder público para disciplinar aquele espaço? Mandam sem nenhuma cerimônia que cuidemos da frente das nossas casas, quando são incapazes de cuidar da frente da cidade que virou a pior corruptela!

Rolando Boldrim, por favor me socorre. Quero minha Beira Rio de volta!

Novo Amanhecer

Eu jogo estrelas em cada noite escura
E na garganta ponho sempre uma canção
Nas auroras do meu peito há só ternura
A cada riso de um amigo eu dou a mão

Entre as pedras do caminho eu planto flores
E faço luz se se faz escurecer
Sonho bonança, vivo esperança
O sol se abrindo para um novo amanhecer

O amor há de brotar, há de vingar e florescer
A paz há de reinar, há de espalhar o bem-querer
O mundo mudará, nós temos que convir
É só viver pro amanhã que há de vir

(?Em nome do pai de todos os povos
Maíra de tudo, excelso Tupã
Em nome do filho que a todos os homens nos faz ser irmãos
No sangue mesclado com todos os sangues
Em nome da aliança da libertação
Em nome da luz de toda a cultura
Em nome do amor que está em todo o amor
Em nome da terra sem males
Perdida no lucro, ganhada na dor
Em nome da morte vencida, em nome da vida
Cantamos Senhor! ?)

O amor há de brotar, há de vingar e florescer
A paz há de reinar, há de espalhar o bem-querer
O mundo mudará, nós temos que convir
É só viver pro amanhã que há de vir

(Pedro Paulo Mariano – Santa Maria da Serra-SP)

Um comentário em “Por amor, salvem a Beira rio!

  • dezembro 19, 2016 em 1:53 pm
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    Chico, como eu lhe conheço, posso entender seu desconforto. Sei de seu trabalho pela cultura e, principalmente, pela música de qualidade.
    No mais, os espaços públicos não podem ser apropriados por comerciantes e fregueses que usam-no sem qualquer respeito às normas de urbanismo.
    Certamente é válida a sua reclamação. Mais certo ainda, é que será levada em conta, pois todo bom senso passa incólume pelo caminho da intransigência, da ganância e do modismo desmedido.

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