Ambientalistas se manifestam contra a redução de áreas protegidas na Amazônia

Por Sabrina Rodrigues

Políticos pediram ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para que envie ao Congresso um projeto de lei reduzindo em 37% um conjunto de Unidades de Conservação localizadas no interior do Amazonas. Foto: Flickr

Um grupo de ambientalistas lançaram essa semana um manifesto contra a edição de um possível projeto de lei (ou medida provisória) que recorta Unidades de Conservação localizadas no sul do Amazonas. Essas áreas protegidas, criadas pela ex-presidente Dilma Rousseff um dia antes do Congresso afastá-la da presidência, são alvos de discordâncias de políticos do estado, que pediram diretamente ao ministro da casa civil, Eliseu Padilha, para reduzi-las em 35%. Se o governo ceder ao apelo, cerca de um milhão de hectares deixarão de ser protegidos.

As unidades impactadas com a possível mudança serão a Reserva Biológica do Manicoré, o Parque Nacional do Acari, as Florestas Nacionais do Aripuanã e de Urupadi e a Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré.

Direcionado ao presidente Temer, aos ministros Sarney Filho, do Meio Ambiente, e Eliseu Padilha, da Casa Civil e aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado Federal, Eunício Oliveira, o documento ressalta a importância da criação das unidades de conservação com a finalidade de reduzir os fortes impactos observados no sul do estado do Amazonas, decorrente do processo de ocupação irregular que resultou no aumento expressivo da taxa de desmatamento na região.

O documento informa que a manutenção dessas áreas protegidas é crucial para a conservação da biodiversidade regional e para o desenvolvimento de políticas regionais, além do fato que as Unidades contribuem efetivamente com as metas e compromissos estabelecidos pelo Governo Brasileiro tanto em suas políticas públicas internas, estruturadas através do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM), assim como nos Acordos Internacionais, destacando-se a Convenção da Diversidade Biológica e a Convenção do Clima.

“Remover esta proteção de 1 milhão de hectares contribuirá para o – já notável – aumento do desmatamento na Amazônia, comprometendo também a credibilidade do Brasil diante da comunidade internacional, influenciando negativamente a imagem conquistada após esforços bem sucedidos no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas”, afirmam, em nota.

Assinam o manifesto o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Greenpeace Brasil, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o ISA (Instituto Socioambiental), o WWF-Brasil e mais 12 entidades.

O Eco

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