Trump herda de Obama ciberguerra secreta contra mísseis da Coreia do Norte

David E. Sanger e William J. Broad
Em Washington (EUA

míssil sendo disparado na Coreia do Norte. A foto foi divulgada pela Agência Norte-Coreana de Notícias e pode ser do míssil lançado em teste no dia 12 de fevereiro. Foto: KCNA Hondout/Reuters

Três anos atrás, o presidente Barack Obama ordenou que autoridades do Pentágono intensificassem os ataques cibernéticos contra o programa de mísseis da Coreia do Norte, na esperança de sabotar os testes de lançamento em seus segundos iniciais.

Pouco depois, um grande número de foguetes norte-coreanos começou a explodir, desviar-se da rota, desintegrar-se em pleno ar e mergulhar no oceano. Os defensores dessas iniciativas dizem acreditar que os ataques dirigidos deram às defesas antimísseis dos EUA um novo poder e retardaram por vários anos o dia em que a Coreia do Norte poderá ameaçar cidades americanas com armas nucleares lançadas em mísseis balísticos intercontinentais.

Mas outros especialistas ficaram cada vez mais desconfiados da nova abordagem, afirmando que erros de fabricação, participantes contrariados e mera incompetência também podem fazer os mísseis se perderem. Nos últimos oito meses, comentam eles, a Coreia do Norte conseguiu lançar com êxito três foguetes de médio alcance.

E Kim Jong-un, o líder norte-coreano, hoje afirma que seu país está “na etapa final dos preparativos” para o teste inaugural de seus mísseis intercontinentais –o que talvez seja um blefe, talvez não.

Uma análise do esforço de interferência do Pentágono, com base em entrevistas com autoridades dos governos Trump e Obama, assim como uma revisão de extensos mas obscuros registros públicos, revelaram que os EUA ainda não têm a capacidade de efetivamente se contrapor aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

Essas ameaças são muito mais resistentes do que muitos especialistas acreditavam, como descobriu a reportagem de “The New York Times”, e representam um tal perigo que Obama, ao deixar o cargo, advertiu o presidente Donald Trump que provavelmente seriam o problema mais urgente que ele teria pela frente.

Trump indicou sua preferência por reagir com agressividade à ameaça norte-coreana. Em uma postagem no Twitter depois que Kim emitiu sua primeira advertência, no dia de Ano Novo, o presidente escreveu: “Isso não vai acontecer!” Mas, como Obama antes dele, Trump está descobrindo rapidamente que deve escolher entre opções altamente imperfeitas.

 

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