Força Sindical discute terceirização e reformas da Previdência e trabalhista no Amapá

Congresso ocorre dia 7 de abril, em Macapá, com a participação de lideranças nacionais

Elden Carlos

Sindicalistas amapaenses realizam na sexta-feira (7), em Macapá, o 4º Congresso Estadual da Força Sindical, que discutirá as reformas da Previdência e trabalhista, além do processo de terceirização, defendendo a manutenção dos direitos dos trabalhadores. De acordo com Marcelo da Força, presidente do diretório estadual da Força Sindical no Amapá, o evento terá a participação de Geraldino dos Santos, secretário de Relações Sindicais da Força Sindical Nacional; Serginho Leite, 1º secretário geral, e Miguel Torres, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e vice-presidente da Força Sindical.

“O país está imerso em uma série de problemas e o trabalhador tem sido o maior prejudicado. Essa terceirização, por exemplo, é um golpe mortal contra os direitos já conquistados e inclusos na CLT. Vamos reunir representantes dos 16 sindicatos que compõem a Força no Amapá, além da Colônia de Pescadores, para fazer um grande debate sobre esses temas”, disse Marcelo.

Em nível local a pauta deve girar em torno da perda dos postos em empregos, além de outros assuntos relevantes. De acordo com Marcelo da Força, que é presidente do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade (Sinetuh) somente em 2016 houve a demissão de 3,5 mil trabalhadores do setor de serviços.

“Isso é efeito da crise econômica. Se não tem dinheiro circulando, logicamente não tem serviço. Desse universo de 3,5 mil trabalhadores que foram demitidos no ano passado, apenas no setor de serviços, menos de cem conseguiram um novo emprego”, revelou.

Ainda de acordo com Marcelo, o Amapá está acima da média nacional de desemprego, que é de 14,35%. “No Amapá os dados mostram que o nível de desemprego é de 22,37%, muito acima da média nacional. Precisamos sentar, todos, para buscar alternativas que devolvam nosso reequilíbrio econômico, promovendo a geração de emprego e renda”, concluiu.

 

Diário do Amapá

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