Diário urbano: apreensão de aves mostra distância do respeito ao meio ambiente

Por: Jailson da Paz

Ao apreender ontem cerca de 200 aves, da espécie papa capim, em Jaboatão dos Guararapes, a Operação Voo Livre mostrou não só irregularidades no aprisionamento de animais silvestres. Fez mais indiretamente. Evidenciou o quanto, apesar do avanço na consciência de se proteger e se preservar a natureza, estamos distante da convivência respeitosa com o meio ambiente. E do entendimento de que o planeta não é nosso mero parque de diversão. Engaiolar aves é questionável, mesmo quando permitido legalmente. Engaiolar para submetê-las a competições, conforme indícios encontrados pelos integrantes da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), soa como capricho do ser humano e prazer diante do sofrimento de outros seres. São atitudes passíveis de condenação judicial, embora o caminho para se chegar a tal estágio seja longo e repleto de recursos. As brechas contribuem para a impunidade. Mas nunca é demais ressaltar que operações como essa, responsável por autuar em flagrante aproximadamente 70 pessoas por crime ambiental, em Prazeres, são imprescindíveis para alertar a sociedade de que o problema existe e pede rigor na apuração e punição.

Faces da Padre Miguelinho
Realidade dupla a da Rua Padre Miguelinho, no Torreão. Da Avenida Agamenon Magalhães à Rua Augusto Rodrigues, o pavimento nos quatro quarteirões é uniforme. De boa qualidade. Entre as ruas Augusto Rodrigues e Marechal Deodoro, a via parece terreno lunar, com sinais espaçados de que ali existiu asfalto.

Montanha à vista

Na Estrada de Belém, a afirmação de que o lixo vai à montanha é correta quando se refere ao terreno baldio entre os imóveis 511 e 535, no Hipódromo. A montanha começou com o despejo de metralhas, há meses, e foi ganhando altura com novos produtos. Móveis quebrados e colchões velhos compõem a paisagem.

Sanitário público
A base do monumento aos tripulantes da aeronave Jahú, que cruzou o Oceano Atlântico, em 1927, vindo da Itália, virou um mictório na Praça do Largo da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife. Sem constrangimento, homens olham para um lado e para o outro e tiram, como afirmaram ontem, “água do joelho”. Seja noite seja dia.

Chegou ao pescoço
Desde o começo desta semana, como denunciou ontem a coluna, um fio, provavelmente de telefonia ou internet, está a pouco mais de um metro de altura do nível da calçada. E nesta quarta-feira, contou a vendedora Cristina Alves, “por sorte não ocorreu um acidente”. Um estudante, sem perceber o perigo, esbarrou o pescoço no fio.

Vitrine na parada
A sobrevivência exige criatividade. Na parada de ônibus da Praça Castro Alves, na Encruzilhada, um ambulante prendeu uma caixa de madeira, com fios e arames, em uma das pilastras para expor doces e salgados. É sua estante e vitrine. Desocupada ontem pela manhã, a caixa era o descanso para passarinhos.

Risco corrigido
Em resposta à coluna, o Grande Recife informou que fez a manutenção nos tubos de sustentação das publicidades das paradas de ônibus 010107 e 010108, ambas na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem e no Pina. Os tubos estavam com as extremidades expostas, oferecendo risco de acidentes, após atos de vandalismo.

Diário de Pernambuco

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: