Líder do Estado Islâmico não está morto, diz autoridade contraterrorista curda

Após informações russas da morte de al-Baghdadi, um oficial contraterrorismo afirma que o líder terrorista está, na verdade, em Raqqa

Um oficial contraterrorismo curdo afirmou nesta segunda-feira (17) que tem 99% de certeza que o líder do Estado Islâmico não está morto – e que estaria escondido no sul da cidade síria Raqqa. A notícia de que Abu Bakr al-Baghdadi estaria morto foi noticiada no mundo todo nas últimas semanas, tendo sido confirmada pelo próprio grupo extremista.

Segundo Lahur Talabany afirmou, o líder do Estado Islâmico estaria escondido do serviço secreto. “Baghdadi está vivo, definitivamente. Ele não está morto. Nós temos informações de que está escondido. Nós temos 99% de certeza disso”, disse em uma entrevista à agência de notícias “Reuters”.

“Não devemos nos esquecer de que suas origens estão no al-Qaeda , no Iraque. Ele estava escondido do serviço secreto. Ele sabe o que está fazendo”, declarou.

A suposta morte do líder

A morte do líder do grupo terrorista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi – que tinha sido anunciada em junho pelo governo russo – foi confirmada na última terça-feira (11) pela emissora iraquiana de televisão “Al Sumaria”.

De acordo com a emissora, sua equipe de reportagem ficou sabendo da morte do terrorista por “uma fonte na província de Nínive”, no Iraque , a qual fora informada do falecimento de al-Baghdadi pelo próprio Estado Islâmico.

Um dos mais procurados do mundo

Abu Bakr al-Baghdadi teria nascido em Samarra, norte de Bagdá, em 1971, e se juntado à rebelião que começou a surgir no Iraque logo depois da invasão liderada pelos EUA em 2003. As informações sobre o líder terrorista são de difícil acesso.

Algumas informações apontam que ele já era um militante jihadista durante a era de Saddam Hussein. Outros sugerem que ele foi radicalizado durante os quatro anos em que foi mantido em Camp Bucca, uma academia dos EUA no sul do Iraque, onde muitos comandantes da Al-Qaeda foram presos.

Segundo analistas, Baghdadi é visto como um comandante de campo de batalha estrategista e isso seria um dos pontos mais atraentes para jovens jihadistas em comparação à Al-Qaeda, que é liderada por Ayman al-Zawahiri, um teólogo islâmico.

Em outubro de 2011, os EUA oficialmente designaram Baghdadi e o colocaram com um dos terroristas mais procurados do mundo, com uma recompensa de US$ 10 milhões, cerca de R$ 30 milhões por informações que levem à sua captura ou morte.

Pressão em Raqqa

As forças de segurança iraquianas encerraram três anos de governo do grupo terrorista na cidade de Mossul, e o grupo está sob pressão crescente em Raqqa, outra importante região conquistada.

Ainda assim, Talabany disse que os extremistas estavam mudando de tática apesar da baixa moral – e que ainda deve levar três ou quatro anos para que o grupo seja totalmente eliminado do local. Após a derrota, o Estado Islâmico levaria uma insurgência e se assemelharia ao al-Qaeda, disse ele.

Fonte: Último Segundo – iG

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