Exército vai asfaltar trecho da BR-163 no Pará, danificada por atoleiros

BRASÍLIA — O Exército vai asfaltar um trecho de 65 quilômetros da rodovia BR-163, principal ligação entre a maior região produtora de soja do país, em Mato Grosso, e os portos da Região Norte, principalmente em Miritituba e Santarém, no Pará. O governo federal garante que as cenas de atoleiro na região, registradas no início deste ano, não vão mais se repetir.

O intenso volume de chuvas na região, combinado às condições de alguns trechos da rodovia, praticamente paralisaram a BR-163 no fim de fevereiro e início de março. Havia quilômetros de filas de caminhões que se dirigiam aos portos de Miritituba e Santarém, que ficaram atolados por dias. A fila de carros chegou a ocupar mais de 50 km de estrada e o governo teve que montar às pressas uma operação para dar trafegabilidade à rodovia e levar água e comida para caminhoneiros, motoristas e familiares que ficaram sitiados na região.

Do total de 730 km da divisa de Mato Grosso com o Pará até Miritituba, falta asfaltar 100 km, distribuídos em dois trechos. Sem empresas interessadas em assumir as obras entre as cidades paraenses de Novo Progresso e Igarapé do Lauro, o governo decidiu liberar R$ 128,5 milhões para o Exército, com prazo de entrega previsto para 2018. Os outros 35 km estão sendo asfaltados por empresas privadas.

— Nós não vamos mais ter atoleiro. A terraplanagem e a base estão prontas. O Exército está substituindo uma construtora que não iria fazer a obra e também vai dá uma segurança para o ministério e para a obra. A presença do Exército lá é fundamental — disse o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa.

Apesar de o asfaltamento no Centro-Oeste ter começado há mais de 15 anos, ainda há trechos não concluídos na BR. A situação piorou porque, até 2016, a rota era preferencialmente do Centro-Oeste para o Sul e Sudeste, de onde o produto era escoado pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). Agora, as rotas da região Norte são apontadas como uma alternativa para escoar a produção e desafogar os portos do Sul e do Sudeste.

Do volume total de soja, derivados e milho exportado, 41% saíram pelo corredor Sul, 39% pelo Sudeste, 7% pelo Nordeste e 13% pelo Norte, formado pelas rodovias federais de Mato Grosso, Pará e Rondônia.

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