Autores de estudo citado na ONU desmentem Temer sobre queda no desmatamento da Amazônia

Presidente disse na Assembleia Geral das Nações Unidas que o desmatamento na Amazônia estava caindo em mais de 20%, mas pesquisadores citados consideram a afirmação “imprecisa” e “inadequada”.

“Trago a boa notícia de que os primeiros dados disponíveis para o último ano já indicam diminuição de mais de 20% do desmatamento naquela região. Retomamos o bom caminho e nesse caminho persistiremos”, afirmou o presidente Michel Temer, em seu discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta terça-feira.

O problema é o que autores dos dados usados pelo presidente negam a informação.

O governo cita levantamento do instituto de pesquisa Imazon, que realiza levantamentos mensais sobre tendências de crescimento ou queda do desmatamento na Amazônia.

À BBC Brasil, um dos pesquisadores do instituto disse que a informação apresentada a líderes mundiais por Temer é “imprecisa” e “inadequada”, e que políticas recentes do governo federal na realidade tenderiam a aumentar a destruição na Amazônia.

“Os dados que o Imazon mede mensalmente podem indicar uma tendência. Portanto, é possível que o desmatamento caia. Mas não podemos dizer 20% porque não temos a precisão que essa afirmação exige”, diz o engenheiro florestal Paulo Barreto, pesquisador associado do Imazon.

“Estes não são dados oficiais. Os dados do governo ainda não foram divulgados e parece que o presidente está comparando dados oficiais do ano passado com os nossos, de agora, sendo que as metodologias são totalmente diferentes”, afirmou.

Veja matéria completa no site da BBC

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