Edinho Duarte tem prisão domiciliar revogada após ser flagrado com celulares

Durante diligência, PF encontrou dois celulares e pessoas não autorizadas na casa onde Edinho Duarte cumpria pena desde abril por crimes como peculato e desvio.

ex-deputado estadual Edinho Duarte, condenado por crimes de corrupção e preso desde dezembro de 2016, teve a pena domiciliar revogada nesta segunda-feira (25). A decisão foi em função de uma diligência da Polícia Federal (PF) de 1º de agosto que encontrou dois celulares dentro da residência do político, que estava proibido pela Justiça de ter comunicação externa.

Após a decisão do juiz Davi Schwab Kohls, do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Edinho deverá voltar para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá, ainda nesta segunda-feira. Ele foi levado para a Polícia Técnico-Científica (Politec) onde realizou exames antes de seguir para a prisão.

Na ordem de revogação, o magistrado alegou que o ex-parlamentar descumpriu as condições fixadas para a pena domiciliar, concedida em 18 de abril. Além dos celulares, a diligência encontrou duas pessoas na casa que não estavam entre as autorizadas para permanecer no local. Edinho só poderia ter contato com a esposa, a filha e os funcionários da residência.

O ex-parlamentar alegou que as duas pessoas que estavam na casa eram o filho de criação e uma empregada, mas segundo a Justiça, ambos não tinham permissão para ficar no local. Além disso, os aparelhos tinham conversas com um contato de nome “Pai Ed”, que para a PF seria Edinho.

Ainda de acordo com o processo, o ex-deputado teria usado outro aparelho – não encontrado – para se comunicar com um radialista durante a transmissão de uma partida de futebol pelo rádio. Foi descoberto também que a esposa de Edinho usava aparelho celular dentro da residência.

“Revogo a prisão do reeducando Jorge Evaldo Edinho Duarte Pinheiro, determinando que retorne ao Iapen para o cumprimento do restante da sua pena, de acordo com o regime fixado pela planilha de liquidação de penas, ou seja, por ora no regime fechado”, diz trecho da decisão.

Prisão de Edinho Duarte

condenação do ex-deputado a 13 anos e 4 meses de prisão é referente a processo oriundo da operação Eclésia, deflagrada em 2012. Edinho foi condenado por peculato, desvio e dispensa ilegal de licitação e delito de falsidade ideológica durante a época em que era deputado. A mesma pena também foi aplicada ao deputado Moisés Souza (PSC).

O mandado de prisão contra ele foi expedido em 28 de novembro de 2016, mas ele se apresentou à Justiça somente em 7 de dezembro. Em abril deste ano, após alegar problemas de saúde, teve o regime alterado de fechado para domiciliar.

Do G1 Amapá

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