FMI: Apesar de melhora em previsão, Brasil terá 4º pior crescimento das Américas

Ricardo Senra

O aumento das exportações e uma desaceleração na queda do consumo dos brasileiros levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a melhorar sua previsão para o crescimento da economia do país em 2017, de 0,3% para 0,7%.

Ainda assim, em todas as Américas, o avanço econômico do Brasil só não será pior que os de Venezuela (-12%), Trinidad e Tobago (-3,2%), Suriname (-1,2%) e Equador (0,2%).

Segundo o FMI, os brasileiros ainda não superaram os impactos de dois anos seguidos de recessão e verão um crescimento menor que o de outros 30 países das Américas, entre os quais Haiti (1%), México (2,1%) e Argentina (2,5%).

No total, 26 países americanos registrarão pelo menos o dobro do crescimento do PIB do Brasil em 2017.

Anunciada na manhã desta terça-feira na sede do FMI em Washington (EUA), a revisão do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) veio acompanhada da previsão, para 2017, de um aumento no desemprego em um ponto percentual.

No fim do ano, 13 em cada 100 brasileiros que estão no mercado de trabalho devem estar sem emprego.
Por outro lado, o fundo reduziu sua estimativa para a inflação em 2017, de 4,4% (na previsão de abril) para 3,7%.

Destacada como uma vitória em discursos do presidente Michel Temer, a queda na inflação é atribuída pelo FMI à ociosidade da indústria, que ainda se recupera de encolhimentos superiores a 3,5% em 2014 e 2015, e a uma queda nos preços dos alimentos em junho, fruto de uma safra recorde que salvou a economia do país no primeiro semestre.

Veja matéria completa no site da BBC

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