Rio Acre registra nível mais baixo dos últimos 45 anos

Defesa Civil recomenda uso consciente e economia de água. Decreto que reconhece situação de emergência foi publicado HOJE no Diário Oficial do Estado

O rio Acre baixou 78 centímetros desde a última sexta-feira e registrou o nível mais baixo dos últimos 45 anos. A última medição apontou que o rio está com 1 metro e 57 centímetros.

O Acre já está em situação de emergência por causa do período de estiagem e conta com caminhões-pipa para abastecer às cidades mais afastadas da capital, Rio Branco.

O período mais seco na região Amazônica é entre os meses de julho e setembro. Em outubro, geralmente começam as primeiras chuvas, mas este ano, quase não choveu no Acre. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia foram 112 milímetros na primeira semana, número 4 vezes menor que a média esperada.

A região leste do estado é a mais afetada pela seca: de acordo com informações do corpo de bombeiros, a maioria dos lençóis freáticos secou e a água que sobrou está imprópria para consumo, por isso, quem dependia de poços também está recebendo água pelos caminhões-pipa.

O coordenador da defesa civil do estado, Coronel Carlos Batista diz que a situação é preocupante: “As previsões são de chuvas dentro da média para os próximos dias, mas infelizmente a gente tem que se preparar pra uma situação ainda mais grave – como tá acontecendo agora – e dar todo o suporte pra essas comunidades que não estão abastecidas de água potável devido ao baixo nível dos lençóis freáticos nessas regiões”.

Neste contexto de falta d’água, a recomendação dos bombeiros é que todos sejam mais conscientes no uso, afirma o Coronel: “A recomendação que a gente passa pra população, principalmente pra quem mora nas regiões mais afastadas, que não tem água direto do sistema de abastecimento do estado é que se economize. Nós estamos fazendo um trabalho próximo ao município do Bujari, onde o órgão responsável está fazendo todo o abastecimento com carros-pipa”.

Segundo o Inmet, não há previsão de chuvas significativas para o Acre por pelo menos mais 15 dias, por isso, a tendência é que a situação não melhore tão cedo.

 

EBC

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