Homem que deixou 26 mortos no Texas teria sido motivado por questões familiares

Washington, 06 – O atirador que matou 26 pessoas em uma igreja no Texas no último domingo parece ter sido motivado por problemas familiares, segundo investigadores responsáveis pelo caso. A congregação escolhida por ele é frequentada pelos pais de sua mulher, cuja avó está entre os que foram atingidos de maneira fatal.

Metade dos mortos era composta por crianças, com a mais nova tendo apenas 17 meses. Esse foi o maior número de vítimas menores de idade em ataques a tiros desde o massacre na escola primária Sandy Hook, em 2012, quando 20 alunos de seis e sete anos de idade foram assassinados.

Entre os mortos, também havia uma mulher grávida, Crystal Holcombe, assassinada junto com três de seus cinco filhos. Outros quatro membros de sua família também foram mortos: seu genro Bryan Holcombe, sua mulher, Karla Holcombe, o filho de 36 anos do casal, Marc Daniel, e sua filha de um ano de idade, Noah Holcombe.

O ataque ocorreu em Sutherland Springs, uma comunidade rural do Texas com pouco mais de 600 habitantes. O número de mortos representa cerca de 4% da população local e mais da metade dos fiéis da Primeira Igreja Batista. “Nossa igreja não era formada apenas por membros e paroquianos. Nós éramos uma família muito unida”, disse a mulher do pastor da congregação, Sherri Pomeroy. “Agora, a maioria da nossa família na igreja se foi.”

Sua filha de 14 anos, Annabelle Pomeroy, está entre os que não voltarão a participar dos cultos da igreja. Sherri e seu marido, Frank Pomeroy, estavam viajando quando o ataque aconteceu.

O autor dos disparos, Devin Patrick Kelley, tinha um histórico de violência doméstica que levou à sua condenação a um ano de prisão em 2012, quando ele estava na Força Aérea. Kelley agrediu sua primeira mulher e fraturou o crânio de seu enteado. Dois anos mais tarde, ele foi expulso da corporação por mau comportamento. Divorciado, ele se casou de novo, mas teve problemas de relacionamento com a segunda mulher, Danielle Shields. “Havia uma situação doméstica com a família e os sogros”, disse Freeman Martin, do Departamento de Segurança Pública do Texas. “Isso não foi motivado por questão racial. Isso não teve relação com crenças religiosas.”

Quando o casal ainda namorava, a polícia foi chamada por um amigo de Danielle, para o qual ela disse ser vítima de agressões de Kelley. O caso acabou abandonado quando a família disse aos oficiais que não havia problemas. Ambos se casaram dois meses mais tarde.

Veja íntegra no Estado de Minas

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