Banzeiro do Brilho de Fogo sai pelas ruas em cortejo para comemorar 4 anos de existência

O fim da tarde de domingo, 17, foi especial para centenas de brincantes do Banzeiro Brilho de Fogo, que saíram em cortejo pelas ruas de Macapá para comemorar os quatro anos de existência de uma das maiores expressões da cultura popular da capital. O prefeito Clécio Luís acompanhou o trajeto, que partiu da Fortaleza de São José de Macapá rumo à Praça Floriano Peixoto, e anunciou melhorias no ano que vem para fortalecer o coletivo.

“Em 2018 resgataremos o princípio fundamental do Banzeiro do Brilho de Fogo, com a retomada dos cortejos nas ruas e pontes de Macapá, assim como a promoção de mais oficinas de construção de instrumentos, artesanato, culinária, formação de plateia nas escolas e, principalmente, difundir a cultura popular, por meio do Marabaixo de rua, que é o fio condutor de toda essa expressão popular”, garantiu Clécio.

Esse foi um dos três percursos que o Banzeiro faz em cortejo ao alongo de um ano. As outras ocorrem em fevereiro, no aniversário da cidade, em junho, nas férias, pelo Macapá Verão, e em dezembro, o mês de aniversário. “Quem quiser somar com a gente, basta participar das oficinas, que capacitarão os mais novos integrantes a levar música e alegria pelas ruas da cidade”, diz um dos coordenadores do Banzeiro, Ricardo Araguany.

Para a diversão e para viver a cultura popular não há idade limite. O coletivo reúne desde crianças a senhoras da melhor idade, como as do grupo “Arte Vida”, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast). Empolgadas, afirmam que sair no cortejo é uma terapia. “É melhor do que ficar em casa”, garante dona Eunides dos Passos Ferreira, que, aos 73 anos, diz que é dessa forma que incentiva as amigas da associação a viver momentos como os de ontem.

Uma pequena parte do sustendo do Banzeiro do Brilho de Fogo vem da própria cultura popular, com a venda de artesanato, exposto e comercializado ao longo dos cortejos. São adereços, bonecos, colares, entre outros artefatos que garantem o mínimo para necessário para que o coletivo possa prover animação, que arrasta, em especial, a atenção do público que acompanha, encantado, os poucos e belos momentos em que o grupo vai às ruas.

Júnior Nery
Foto: Chico Terra

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