Hong Kong proibirá o comércio de marfim

Medida pretende coibir morte de elefantes que tiveram suas populações reduzidas em 50% nas últimas três gerações

A partir de 2021, o comércio de marfim se tornará ilegal em Hong Kong, na China. Essa medida, tomada por meio de ação governamental, foi inspirada em uma decisão semelhante que ocorreu no restante da China recentemente. Finalmente, o país asiático está se posicionando em prol da vida dos elefantes, animais dos quais o marfim é retirado.

A medida foi adotada por meio de um projeto de lei apresentado em 2016 e com propostas para ser executado até 2021, o que significa que, até o final daquele ano, a prática será proibida em todo o território de Hong Kong, que mantém certa autonomia em relação ao Estado chinês.

Esse trabalho se dará em três etapas: inicialmente, o governo vetará a importação e reexportação de qualquer “troféu” de caça aos elefantes (presas, patas e etc). Em segundo lugar, o comércio de marfim se tornará ilegal com leis e regulamentos rígidos que passam a valer em todo o território. Por último, qualquer posse de marfim após 31 de dezembro de 2021 será proibida – exceções serão concebidas apenas para motivos de pesquisa, educação e para quem já tiver os itens em espaços domésticos e pessoais.

Quem desobedecer às novas ordens está sujeito a pagar multas e ser penalizado com prisão. Em contrapartida, os comerciantes de marfim alegam que o governo deverá recompensá-los de alguma forma.

Para os defensores da causa animal, essa medida é um passo fundamental para o processo de fechamento dos mercados globais de marfim e para a proteção de elefantes vítimas de caça furtiva. Apenas no ano passado, para se ter uma ideia, 7,2 toneladas de marfim foram confiscadas em Hong Kong.

Em âmbito mundial, o comércio de marfim foi banido em 1900, durante a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas (CITIES, sigla em inglês). Porém, o comércio interno de cada país não foi regulamentado, possibilitando que, desde então, 30 mil elefantes sejam caçados e mortos por ano em todo o mundo.

Veja íntegra no site Galileu

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