“O Amazonas é como um coração. Estamos barrando as veias e artérias”, afirma Fernando Trujillo

Vandré Fonseca

O biólogo colombiano Fernando Trujillo, diretor científico da Fundação Omacha, é um dos mais importantes pesquisadores do mundo sobre a conservação de botos na Amazônia. Há quase trinta anos acompanhando as mudanças na Amazônia e os impactos sobre os animais, foi ameaçado de morte ao denunciar na Colômbia a contaminação da piracatinga por mercúrio, cuja pesca é feita com carcaças de botos.

Além dos estudos sobre mudanças que vêm ocorrendo em pelo menos 17 rios da América do Sul, é responsável ou participa de diversas outras pesquisas e iniciativas. Uma delas, em colaboração com o WWF e o Instituto Mamirauá, do Amazonas, acompanha botos por satélite, para saber o impacto da construção de hidrelétricas sobre as espécies.

Fernando Trujillo é também personagem do documentário “A River Below”, em cartaz no Netflix. O filme trata da caça a botos na Amazônia para servir à pesca da piracatinga e as iniciativas que tentam conter essa matança. Entre os temas mais polêmicos do filme, está a história por trás das imagens divulgadas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, obtidas pelo brasileiro Richard Rasmussen, que resultaram na moratório da pesca da piracatinga no Brasil.

Ele esteve no Brasil, entre março e abril, para participar de um encontro da Comissão Baleeira Internacional, onde foi discutida a matança de botos na Amazônia para a pesca da piracatinga. Em seguida, esteve em Brasília, para uma reunião com o WWF, onde o assunto foi estratégias para conservação de golfinhos na América do Sul. E fez uma pausa em Manaus, onde gravou entrevistas para um documentário europeu. Foi a oportunidade de ((o))eco conhecer um pouco mais sobre as ideias dele sobre conservação e Amazônia. E claro, sobre as polêmicas do filme.

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