LEGISLATIVO: RETORNO AO PASSADO

Rubens Caran
Professor Rubens Caran

O Deputado Moisés Souza, aliado de primeira hora, da “quadrilha” que desgovernou nosso estado nos últimos oito anos, contrariando a vontade da maioria dos Parlamentares, se elegeu “no tapetão”, Presidente da Assembléia Legislativa do Amapá.

Hoje o Deputado esta rompido com o clã Góes, pois ele os traiu quando apoiou Camilo nas últimas eleições.

Como o eleitor amapaense tem memória curta, cabe aqui lembrar que, o Deputado Moisés foi acusado em 2009, pelo Jornalista Renivaldo Costa, de uma “fraude” de quase 4 milhões de reais, perpetrada pelo Deputado e seu sócio Mário Fascio, num Cartório no Município do Afúa.

Se fosse apenas uma calúnia, o Deputado teria processado o Jornalista, o que não aconteceu…

E, como dizia minha vovozinha: “… Quem cala, consente” .

Outro importante detalhe a ser levado em conta, nessa eleição espúria realizada ontem, é que mais da metade dos parlamentares saíram do plenário para não serem coniventes com a palhaçada.

Os crimes dos governos Góes e Pedro Paulo, chegaram ao ponto ao que chegaram, porque a Justiça do Amapá, foi omissa, se não fosse a Justiça Federal e a Polícia Federal, os crimes, diuturnamente na época, denunciados neste espaço, jamais teriam sido investigados.

 

A opinião pública espera que o Ministério Público (dentro do qual o Deputado Moisés tem parentes), desta vez seja justo e transparente.

Não é possível que, enquanto o nosso Governador eleito, quer passar o Amapá a limpo, a nossa Assembléia Legislativa, ressuscite esse passado de crimes e assaltos ao erário público que deixaram o Amapá a beira da falência, colocando ao frente dessa Casa de leis, uma pessoa que sabidamente foi subserviente dos Góes e seus asseclas.

Nem a Justiça, nem o povo amapaense, têm que engolir goela abaixo, a palhaçada encenada pelo Deputado Moisés, quando sentiu que a sua eleição estava perdida, os acordos de bastidores, carecem de qualquer sustentação legal, o que vale mesmo, é a quantidade de votos que cada candidato tem, na hora da contagem.

Até que o Deputado Moisés Souza, não venha a público a esclarecer a “fraude dos Precatórios”, ele fica desprovido dos valores éticos e morais, que devem pautar a vida pessoal de quem venha ocupar a cadeira de Presidente de nossa Assembléia.

Se na primeira sessão da casa, o Deputado já baixou o nível dos trabalhos parlamentares, mostrando uma truculência de arrepiar, convertendo a sessão numa grande baixaria, não quero nem pensar, como irá ser daqui para frente.

Alguém tem que alertar o Deputado que, para assumir um cargo de tanta responsabilidade como a Presidência de nossa Assembléia Legislativa, é preciso ter postura, coisa que ele demonstrou não ter, é preciso ter ética, outro quesito que o Deputado desconhece, e, acima de todo, é preciso ter Liderança, coisa que ele jamais teve e pelo jeito, jamais terá.

Todo o mundo lembra-se da tumultuada sessão (há um pouco mais de dois anos), em que o pretenso Presidente saiu no tapa com outro parlamentar, até mordida de orelha, saiu na briga.

Seria essa a postura de um Presidente da Assembléia?

É assim que pretende conduzir doravante as sessões parlamentares?

É lamentável, mais o Senhor Moisés Souza, não possui as condições ético-morais mínimas para quem pretende ocupar a cadeira de Presidente do Legislativo.

Nosso Legislativo, precisa de “mudanças”, não podemos trocar seis por meia dúzia, é inadmissível que uma pessoa que já esteve a serviço dos Góes, depois do rasto de miséria e corrupção que estes deixaram no estado, seja catapultada, de maneira totalmente “ilegal”, a Presidência de nossa Assembléia, se a Justiça se mostrar omissa e ele continuar no cargo obtido com meios escusos…

Vou cantar uma pedra!

É uma questão de tempo, termos outra “Operação Mãos Limpas” em Macapá, desta vez centrada na Assembléia legislativa.

Professor Rubens Caran

Mestre em Turismo – MBA em 3° Setor – Jornalista & Escritor

Deixe uma resposta