Começam inscrições para capacitação em Panificação e Confeitaria

O treinamento faz parte do ‘Projeto Piloto de Capacitação em Panificação e Confeitaria – Formando Novos Talentos’, que contempla jovens com idade entre 16 e 25 anos, de ambos os sexos, com escolaridade completa ou incompleta, do ensino fundamental, médio e superior

O Sebrae e os parceiros Associação de Panificadores de Macapá e Santana (Aspams) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), realizam em Macapá, o primeiro curso do ‘Projeto Piloto de Capacitação em Panificação e Confeitaria – Formando Novos Talentos’. As inscrições são realizadas na sede da Aspams, localizada na Rua Mato Grosso, 646 B, no bairro Pacoval, no período de 24 de fevereiro a 10 de março, das 08 às 12h, ao valor de R$ 30 reais. O curso acontece no período de 14 de março a 30 de junho, na área de alimentação do Senai.

O projeto foi desenvolvido para suprir a demanda de mão-de-obra qualificada no setor e tem como objetivo capacitar jovens de 16 a 25 anos, na área de panificação e confeitaria, contribuindo para a qualificação profissional, inclusão social e no mercado de trabalho, por meio de capacitação qualificada.

Cenário Nacional

Padarias de todo o país estão em busca de padeiros e confeiteiros profissionais que nos últimos anos, sumiram do mercado, por não terem acompanhado os avanços das empresas da panificação que, em 2010, cresceu 14%, faturando R$ 56,3 bilhões. No ano de 2010, foram abertos em todo o país 50 mil postos de trabalho no setor, mas apenas 50% da demanda foram preenchidas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip), responsável pelo levantamento do total de vagas em aberto, cerca de 20 mil estão à espera dos profissionais que realmente coloquem a mão na massa.

Amapá

No Amapá, segundo os dirigentes da Aspams, a estimativa da demanda reprimida, do setor chega a ser de aproximadamente, mil postos de trabalho, estes, só na capital.

Para o presidente da Aspams, empresário Joaquim Neto, o setor de panificação tem uma atuação social muito forte, seu enfraquecimento afetaria diretamente a economia, uma vez que o setor tem uma grande contribuição na geração de impostos indiretos e na oferta de empregos aos jovens e à comunidade em geral.

“Para 35% dos atuais funcionários, a padaria foi a primeira oportunidade de emprego. Essa necessidade de investimento para a panificação é iminente, sendo refletida na empresa, com a falta de qualidade na produção ou nos serviços, além de uma acirrada concorrência, tanto de outras empresas de varejo, quanto de grandes, super e hipermercados, que vêm incorporando área de panificados dentro dos serviços oferecidos”, disse o presidente da Aspams, Joaquim Neto.

Segundo a gestora do Projeto Panificação Competitiva do Sebrae, Nelma Pires, a capacitação dos jovens será realizada pela equipe de técnicos do Senai e do Sebrae, utilizando a metodologia pertencente ao processo de formação para o desenvolvimento de profissionais da indústria de panificação e confeitaria, somadas ainda aos conhecimentos de gestão e empreendedorismo.

Bolsa Auxílio

A metodologia é definida aulas teóricas e práticas com 240 h/a; tutoria: durante as aulas e estágios; visitas técnicas e estágios de quatro semanas nas panificadoras (4h/dia/20 h/semana=80h).

Durante o período de estágio o aluno terá direito a uma bolsa-auxílio no valor de        R$ 150 reais, a ser financiada pela Aapams, por meio de seus associados (proprietários das panificadoras que receberão os estagiários).

Segundo o coordenador de educação e tecnologia, José Picanço, o Senai é pioneiro e reconhecido nacionalmente pela formação de mão-de-obra para a indústria. A carência de mão-de-obra qualificada nas empresas de panificação restringe a expansão do setor, sendo necessário, a realização de ações dessa natureza para capacitar novos talentos para suprir a demanda de mão-de-obra especializada no mercado de panificação e confeitaria no Amapá.

“É importante destacar ainda, que quando um colaborador é admitido, fica por conta do panificador treiná-lo corretamente, nas dependências do próprio empreendimento, fator este, que muitas vezes  impede a capacitação adequada (requisitos básicos de qualificação exigidas no mercado de trabalho e órgãos regulamentadores do setor)  para torná-lo um profissional 100% habilitado para desenvolver as atividades de rotina no seu ambiente de trabalho, e conseqüentemente, contribuir para o sucesso da empresa”, declara coordenador de educação e tecnologia do Senai, José Picanço.

Para a gestora de projetos do Sebrae, Nelma Pires, o projeto de capacitação, é uma ação estratégica do Sebrae, Aspams e Senai comprovando que a atuação de parceria gera grandes resultados e contribui para desenvolver novos talentos e  inseri-los no mercado de trabalho, contribuindo assim para reduzir o índice de desemprego no setor,  uma vez que os participantes após o período da capacitação, dependendo do desempenho, poderão ser contratados pelas empresas de panificação associadas  à Aspams.

Denyse Quintas
Colaboração: Nelma Pires

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