Sequestrador de Toulouse é detido e reféns libertados

Foi capturado o homem armado que fez quatro reféns nesta quarta-feira no interior de uma agência bancária de Toulouse, na França. O sequestrador tem histórico de problemas psiquiátricos. Os reféns saíram ilesos, mas o homem teve ferimentos leves, informou o policial Frederic Tamisier. Outro oficial disse que ele teve um ferimento na perna, embora a causa do machucado não esteja clara.

Disparos foram ouvidos no local por volta do horário em que o homem foi capturado. O incidente elevou a tensão na cidade pela segunda vez nos últimos meses. Em março, um homem que teria ligações com a Al-Qaeda matou três crianças judias, um rabino e três soldados paraquedistas na região, nos piores ataques terroristas dos últimos anos na França.

No incidente desta quarta-feira, um homem armado entrou numa agência do banco CIC, no centro de Toulouse, por volta das 11h (6h, em Brasília) e fez reféns o diretor do banco e outros três funcionários, informou a polícia.

As autoridades iniciaram as negociações com o homem e ele libertou um dos reféns no meio da tarde, uma mulher de quase 30 anos que estava se sentindo mal.

O prefeito de Toulouse, Pierre Cohen, disse que o homem era conhecido das autoridades por ter problemas psiquiátricos. O promotor Michel Valet disse que durante as negociações, que duraram seis horas, o homem afirmou que queria divulgar a motivação religiosa por trás de seu ato.

“O sequestrador…quer que nós saibamos que ele não está agindo por dinheiro e que suas motivações vêm de suas convicções religiosas”, disse Valet aos jornalistas que estavam no local. Ele não disse a qual crença o homem é ligado.

Relatos da mídia francesa dizem que o homem afirma ter ligações com a Al-Qaeda. Autoridades policiais que falaram com a Associated Press disseram não poder confirmar a afirmação.

A área ao redor do banco foi isolada e prédios vizinhos foram esvaziados. Oficiais de unidades da Polícia Nacional Francesa (GIPN) foram enviados ao local. O banco fica no mesmo bairro onde Mohamed Merah, o suspeito de ter realizado os ataques de março, foi morto a tiros pela polícia. As informações são da Associated Press.

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