Baiuca

Grupos tradicionais do Amapá se apresentam dia 17 em Saint-Georges no Caldeirão Cultural

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Os tambores do Batuque, Marabaixo, Sairé e Zimba do Amapá vão se misturar aos também negros sons da Guiana Francesa, como empreinte colorée, ayawandé, mitan mita mwen, tambor lévé, tcho pagral, katrepjs, dança sairê. Essa troca cultural vai ocorrer na próxima sexta-feira, 17, em Saint-Georges, no projeto Caldeirão Cultural, uma feira de cunho econômico, cultural, científico e técnico com participação de todos os municípios da Guiana Francesa e que tem o Amapá e o Suriname como convidados especiais.

Esses são os resultados da relação internacional franco-brasileira, que entre o Amapá e Guiana Francesa só tende a afinar mais. “São os dividendos da boa vontade entre os dois governos, que trabalham para fortalecer o intercâmbio entre fronteiras e estão buscando, juntos, formas de maximizar os termos de cooperação entre os dois países, principalmente depois da abertura da ponte binacional, esse laço sem dúvida tende a se intensificar ainda mais”, explica o secretário de Estado da Cultura, Zé Miguel.

Música, dança, teatro, cinema, oficinas, seminários, debates. Serão várias as vertentes da cultura expostas num só lugar, mas o ponto alto da festa está dividido em dois momentos: o Encontro dos Tambores e o Festival do Açaí.

De acordo com a coordenação do evento, o Caldeirão Cultural tem como objetivos estabelecer bases de cooperação sustentável e estruturada, fomentar as expressões populares, afirmar ações e as identidades locais, como um complemento necessário para o desenvolvimento, expressar a importância de encontros festivos para fortalecer os laços sociais, demonstrar a continuidade cultural entre fronteiras, mostrando às pessoas o que nos une e não o que nos divide, mostrar o valor dos produtos locais da Guiana Oriental (açaí, peixe), mostrar o que tem a Guiana Francesa, nos aspectos social, cultural, profissional, alimentação, ambiente, património, turismo e artesanato.

O Amapá está indo participar do Encontro dos Tambores da Guiana Francesa e grupos de lá também já estão com participação confirmada no Encontro dos Tambores do Amapá, em novembro. “Somos todos negros e o Encontro de Tambores é justamente para isso, para mostrar que mantemos uma cultura de raiz africana viva e muito semelhante, onde a força do tambor é o que nos move, ainda que sejamos separados por estruturas governamentais distintas”, finaliza Zé Miguel.

Além dos grupos tradicionais, os artesãos Jansen Rafael da Silva, Grimualdo da Silva Barbosa e Benedito de Souza Guedes estarão representando o Amapá. A comitiva amapaense, no total de 70 pessoas, viaja para Saint-Georges na quinta-feira, 16, sob a coordenação do Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Rita Torrinha/Secult

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