Ministro Relator do mensalão vota pela condenação de diretores do Banco Rural

O ministro relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, votou nesta segunda-feira (3) pela condenação dos executivos do Banco Rural por gestão fraudulenta. A tese de que a gestão foi temerária — quando não há irregularidade, mas sim uma administração que coloca a instituição em risco — não convenceu o relator.

O ministro entendeu que a presidente do banco, Kátia Rabello, os diretores José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, e a executiva Ayanna Tenório agiram conscientemente ao conceder empréstimos que jamais seriam pagos e omitiram, por meio de fraude, o real risco das operações.

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Segundo o relator, está provado no processo que a gestão dos diretores do Banco Rural foi fraudulenta.

— Eles praticaram atividades típicas de uma quadrilha organizada, atuaram na simulação dos empréstimos bancários e utilizaram mecanismos fraudulentos para encobrir o caráter simulado dessas operações.

Com o voto, o ministro relator demonstra que também deve pedir a condenação dos réus pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Barbosa acolheu a tese da acusação, que alega que o dinheiro dos empréstimos irregulares foi usado para alimentar os cofres do valerioduto — suposto esquema de distribuição de propina por meio das empresas de Marcos Valério.

O Ministério Público afirma que a presidente do Banco Rural beneficiava o PT, esperando receber em troca benefícios na liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco.

O próximo a se manifestar será o ministro revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski. Ele também vai julgar a conduta dos réus na administração do Banco Rural.

Memorial

Os advogados dos réus vão entregar, nesta terça-feira (4), um memorial aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), rebatendo os argumentos apresentados pelo ministro relator.

Com isso, a defesa tenta, até o último minuto, convencer os magistrados da inocência de seus clientes. A estratégia é insistir no laudo da PF (Polícia Federal) que atesta a legitimidade dos empréstimos.

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