Quem sou eu? – Ricardo Santos

Na manhã desta quarta-feira, 3, me surpreendi ouvindo o programa “Tribuna da Cidade”, apresentado pelo advogado Carlos Lobato, fazendo questionamentos a respeito da minha existência ou não. Não imaginei que meus textos fossem despertar atenção de tão ilustre radialista, muito menos incomodar os que estão no poder.

Mas o fato é que, até agora, não escrevi nenhuma mentira. Se o tivesse feito, certamente jornalistas responsáveis como Corrêa Neto, Chico Terra, Chico Bruno, Elton Tavares, entre outros, não teriam publicado minhas humildes traçadas linhas.

Sempre deixei claro que não sou jornalista. Sou estudante de Publicidade na Faculdade Seama, cujo curso está trancado por falta de dinheiro para pagar a mensalidade, e trabalho no centro comercial como vendedor, o que não cabe aqui citar o referido endereço.

Moro numa área de ponte do bairro dos Congós e posso garantir que lá vivi e gravei coisas interessantes a respeito de candidatos que insistem em se manter na política comprando a dignidade do cidadão.

Testemunhei o momento em que o candidato – o mesmo que quer descobrir quem eu sou – mandou deixar madeira para reformar nossa ponte. Testemunhei a conversa que seus cabos eleitorais tiveram com minha mãe, para que ela deixasse que fosse colocada a placa do referido candidato. Testemunhei quando os cabos eleitorais garantiram que conseguiriam uma consulta para minha mãe, condicionando isso ao voto.

Os que querem me conhecer, para saber se existo de verdade, deveriam estar mais preocupados com as verdades que escrevo. E, como disse, não sou jornalista. Mas, se fosse, certamente teria mais ética do que muitos que estão por aí, cuja companhia realmente não me interessa nem um pouco.

Portanto, senhores, posso lhes garantir que a Polícia Federal não vem atrás de quem conta a verdade. No entanto, cuidado! Porque, nesse momento, ela pode estar batendo à sua porta!

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