Com apoio da polícia, MPE/AP flagra compra de votos em Laranjal do Jari

Material de construção seria usado para aliciar eleitores
Em 3 de outubro, após receber denúncia, a promotora eleitoral em Laranjal do Jari Fábia Regina Martins solicitou apoio policial para apurar possível compra de votos. Segundo as informações, um veículo da prefeitura estaria transportando material de construção para entregar aos moradores da comunidade Marinho, na zona rural, a 40 km da sede do município. A intenção era trocar os produtos por votos para beneficiar o candidato Zeca Madeireiro (PP), apoiado pela prefeita Euricélia Cardoso, do mesmo partido.
Durante a diligência, os policiais, em carro descaracterizado, seguiram o caminhão. O militar e o civil constataram que o veículo pertencia à Prefeitura de Laranjal do Jari. No caminho, um servidor municipal, responsável pela entrega dos produtos, entrou no carro. O trajeto percorrido correspondeu exatamente às informações repassadas na denúncia.
Flagrante – Os policiais aguardaram o momento da entrega do material para efetuar o flagrante. O material foi apreendido. A líder comunitária Maria Darcy, identificada como beneficiária, e o motorista foram encaminhados à delegacia daquele município. Inquérito foi instaurado para apurar o crime eleitoral.
Compra de votos – A oferta, promessa ou entrega de bem ou vantagem para obter voto é crime. Tanto quem pratica a ilegalidade quanto quem recebe o suposto benefício é punido. A pena é de 4 anos de prisão e pagamento de multa. Ao candidato, a conduta pode resultar no cancelamento do registro de candidatura, cassação do diploma ou do mandato, caso eleito.

Assessoria de Comunicação Social

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