Multidão aplaude sermão de Dom Pedro na Missa do Círio

“Maria foi feliz porque acreditou e nós estamos felizes porque acreditamos em Cristo, o filho de Maria”. Assim Dom Pedro José Conti, bispo da Diocese de Macapá, acolheu os milhares de fiéis presentes na praça Nossa Senhora de Fátima, no início da Missa Solene, às 07h, no domingo do Círio de Nazaré, 14 de outubro. Juntos com os primeiros raios solares pessoas de todos os cantos de Macapá, Santana e de tantos outros lugares seguiam em uma só direção: o Círio.

Animados pela equipe litúrgica da paróquia, o povo recebeu o presidente da celebração, Dom Pedro Conti, padres, diáconos e a imagem da Virgem de Nazaré recepcionada por um corredor especial aos cuidados das Guardas de Fátima, Nazaré, São José e policiais. No palco preparado especialmente para a festa estavam, além do clero, autoridades, repórteres e membros das diversas comissões do Círio. Após a proclamação do Evangelho do Domingo (Mc 10, 17-30) feita pelo diácono Eulálio, Dom Pedro iniciou a homilia.

“Viemos aqui correndo como o homem do Evangelho que acabamos de ouvir e percebemos que não basta apenas cumprir a lei, mas seguir a Deus por meio dos pobres. Jesus nos quer mais leves, mais serenos, mais fraternos, quer nos libertar dos bens materiais para vivermos o projeto de amor e de paz como Maria viveu. Os bens materiais, as riquezas nos impedem de seguirmos o amor a Deus e o amor ao próximo”, afirmou o bispo.

Dom Pedro chamou ainda mais a atenção da multidão, durante o sermão, ao falar das eleições municipais, que para Prefeito de Macapá será decidida no segundo turno. “As eleições são disputas democráticas que não devem dividir nosso povo, que não podem ser só um projeto eleitoral, mas um projeto grande, para todos”. Neste instante os fieis começaram a aplaudir as palavras de Dom Pedro.

“A fome não tem cor, tem desespero, a falta de saúde tem lágrimas, não tem partido. A verdade não tem cor. Temos uma fé que nos faz enxergar

mais longe, por isso queremos um projeto para o bem de todos, pois não estamos divididos no projeto de paz, de justiça, do bem, do amor ao próximo. Cremos na bondade de Deus”. Neste ponto os aplausos foram mais intensos.

A cada minuto a praça de Fátima ficava mais repleta de devotos, que participaram com fervor de todos os momentos da celebração. Pouco mais de uma hora de Missa e a imagem da Mãe de Jesus percorreu o longo corredor até a Berlinda, na rua Hildemar Maia esquina com a avenida Cora de Carvalho, gesto que marca o início da procissão do Círio.

Ao redor da Berlinda a maior concentração de romeiros e a luta por um mínimo espaço para segurar na corda, a exemplo de Solano Lobato, 30 anos, amapaense, que chegou cedo para garantir um lugar. “Primeiro eu faço o sacrifício, depois eu peço uma graça, peço realizações para a minha vida. Já participo do Círio na corda há quatro anos”, declarou Solano.

Por todo o percurso do Círio foram incontáveis as manifestações de fé, agradecimentos e pedidos de graças. Cristiane de Nazaré segurava uma grande imagem de Maria de Nazaré, por simples devoção, desde quando morava em Gurupá/PA, e acompanhava o Círio em Belém, agora morando em Macapá segue a procissão daqui. Desde muito cedo as crianças aprendem o amor e carinho por Nossa Senhora. Ana Clara, dois aninhos, vestida de anjo, seguia no colo da avó, acompanhada dos pais da menina.

Entre as mais de 200 mil pessoas presentes ao Círio, alguns gestos saltaram aos olhos: a jovem que seguiu de joelhos sobre papelões intercalados por um casal solidário, e o homem carregando uma imensa cruz, lembrando Cristo na Via-Sacra. Um grupo de romeiros portou faixas por todo o itinerário pedindo justiça para a morte do jovem Ramon. Uma das faixas pedia: “Nossa Senhora consolai os corações que clamam por justiça!”

(Oscar Filho – Pastoral da Comunicação)

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