Ministério Público instaura investigação contra Roberto Góes

O prefeito de Macapá, segundo Representação formulada ao MP-AP, ameaçou o vereador Washington Luiz

O Ministério Público Estadual instaurou investigação contra o prefeito de Macapá, Roberto Góes, por constrangimento ilegal e ameaça ao vereador do município, Washington Luiz Magalhães da Silva. O vereador, em representação formulada ao MP-AP, relatou que vem sofrendo ameaças, desde o ano de 2011, do gestor municipal e de pessoal de sua comitiva.

Segundo Washington Luiz, em sessão ordinária na Câmara Municipal de Macapá, onde seria discutido o afastamento de Roberto Góes, em decorrência de sua prisão pela Polícia Federal, na Operação Mãos Limpas, uma das pessoas que acompanhavam a comitiva do Prefeito, identificada como “Carumbé”, sacou uma arma de fogo e ameaçou de morte o vereador, por este se mostrar a favor do afastamento.

Na representação, ainda é relatado que o secretário de Saúde, Eduardo Monteiro, teria formulado pedido de punição contra o vereador, depois que ele protocolou representação no Ministério Público Estadual e Federal para denunciar indícios de irregularidades na entrega de materiais de saúde junto a órgãos subordinados à Secretaria de Saúde do Município. Washington Luiz narra, também, que, ao tentar fiscalizar o Departamento de Assistência Farmacêutica, foi impedido pelo mesmo secretário.

Segundo o representante, as ameaças continuam e são fundadas no fato de que Washington Luiz Magalhães apresentou notícia-crime contra o gestor municipal, Roberto Góes, e em relação a outros agentes públicos envolvidos com irregularidades na contratação de empresas, desvio de recursos públicos e contratações “fantasmas”.

“Trata-se de uma representação em que a vítima comunica um fato criminoso e requer providência do Estado, no sentido de ver punido o responsável, que apontou como sendo o prefeito de Macapá. Os fatos narrados na mencionada Representação levaram o Ministério Público Estadual a pedir autorização para apuração de dois crimes comuns, previstos no código penal Brasileiro: constrangimento ilegal e ameaça”, explicou o desembargador Carmo Antônio, que acolheu o pedido do Ministério Público para apurar os fatos e autorizou a instauração de Inquérito Policial contra Roberto Góes.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Contato: asscom

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