E o ECA com isso?

A banalização da violência é tão grande que esquecemos seus motivos geradores e outros problemas deles oriundos. Por exemplo, os legisladores quando em um ato de insanidade absoluta e rematada hipocrisia engendraram o que conhecemos hoje por ECA, não conheço abreviatura mais adequada e sugestiva, não pensaram nas conseqüências, a longo prazo, de tanta irresponsabilidade. Como todos sabemos, as conseqüências são catastróficas em várias áreas.
Prima face, foi concedida à geração ECA uma gama de direitos sem a contrapartida da necessária responsabilidade que lhe devia vir atrelada, ou seja, o velho chavão: “para cada direito uma responsabilidade a ele correspondente”. Foram estendidos tantos direitos sem suas respectivas contrapartidas que até o belo ato de educar tornou-se um tormento perigoso. Que o digam as estatísticas que apontam o assustador percentual de 80% de professores confessadamente agredidos por alunos, que vão desde ofensas morais, ameaças de morte, até lesões causadas por armas brancas e de fogo. Ei!!!! Não esqueçam, estamos nos reportando a “crianças”!!! Estou certo que a minha e a sua criança não fazem isso!!!
Com certeza a gênese de tudo isso seja a desastrosa diminuição da autoridade dos pais e conseqüente desequilíbrio das relações familiares, pois o lar, como qualquer ambiente, seja o trabalho, um clube de futebol etc…, requer uma liderança, não importa se patriarcal ou matriarcal. A criança precisa respeitar alguém e esse aprendizado deve começar em casa, pois do contrário esta não respeitará ninguém, nem as autoridades, nem os professores e muito menos as leis e a propriedade e, o que é mais triste, a vida humana.
Não fazemos apologia ao espancamento dos filhos, entretanto denotamos a necessidade de que em determinados momentos haja o rigor comedido no exercício da autoridade. Pequenas punições devem ser administradas pedagogicamente. A nossa sociedade é fundada na observância de costumes, regras sociais e leis e, a sua inobservância implica em conseqüente reprimenda, seja pelo Estado seja pela sociedade. Então, se questiona como a criança criada de acordo com as regras equivocadas do ECA se adequará à essa sociedade? Nunca!!!
Quem de vocês, quando criança, não aprontou uma traquinagem e foi brindado com um pedala Robinho, ou com a perda temporária de um direito, TV, brincadeiras e outros folguedos à guisa de punição? Todos é claro! Todavia, amamos nossos pais e, o que é melhor, nos orgulhamos da educação recebida e nos sentimos gratos a eles com a consciência de que em razão disso nos tornamos homens de bem.
Ah! Eu ia me esquecendo que os políticos que causaram todo esse qüiproquó não estão nem aí!!!, Pois, seus filhos estudam em escolas pagas regiamente com o dinheiro público, fazem faculdade no estrangeiro e, principalmente, estão a salvo da violência oriunda dessa malfadada lei, vez que andam cercados de seguranças, quase sempre policiais pagos também com o nosso dinheiro.
Acredito que você, como eu e tantos outros, também não concorda com isso. Mostre sua indignação. Defendemos a defesa da dignidade da criança em estado de abandono moral e material, mas também pela severa punição dos menores sabidamente criminosos e reincidentes, pois os menores infratores impunes de hoje são seguramente os perigosos malfeitores de amanhã que chegam ao cúmulo de debochar das autoridades e com sofrimento das vítimas quando entrevistados.
 INDIGNE-SE!!!!!!
Douglas Martínez

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