Conflito de gêneros

Elias Farias é Elias Farias é Servidor do MPU. Bacharel em Direito e Licenciado em Matemática

Tudo começou com a foto que um amigo meu divulgou no facebook.
Era apenas o retrato de um local cuja fama de deleite machista virou até folclore em Macapá: O Bar da Loura.
Algumas mulheres de amigos meus chegaram, então, à conclusão apressada de que todos os homens escondem nos recônditos mais íntimos de suas mentes um ser promíscuo e fornicador, inclusive os casados e comportados.
A discussão chegou às raias do revide e, então, a temática da guerra dos sexos que parecia tão demodê voltou à tona.
Um amigo meu lembrou então que hoje as mulheres conseguem, sem nenhuma dificuldade, ocupar cargos de relevo tanto na vida pública, como na privada.
Isso, segundo eles, chega a torná-las arrogantes por necessidade.

Isto é, elas precisam estar sempre no ataque, principalmente nas relações de trabalho, onde as divergências e os objetos da atividade – a remuneração e o status -, movem o mundo dos extremamente competitivos e, em regra, mesquinhos.
Porém, não podemos esquecer que, por trás de uma relação homem x mulher, existem outras que, por vezes, são muito mais importantes, como por exemplo, mãe(pai) x filho(filha), marido x mulher e Chefa(chefe) x subordinado(a). Estas sim, devem se sobrepujar à simplista e ignorante relação de gênero homem x mulher.
Deploráveis são, sem dúvida, as condutas violentas dos homens em relação às mulheres. Isso deve ser combatido de todas as formas, pois “em mulher não se bate nem com uma rosa”.
Agora disto para achar que “couro de macho não vale um centavo” tem muita diferença. Em minha opinião vale um pouco mais que isso, afinal de contas foram eles que inventaram o sapato alto, a saia, a calça jeans e a peruca.
Aliás, hoje o homem prova de sua própria malícia, pois foi ele quem, historicamente, inventou de oferecer dinheiro às mulheres em troca de amor. Ou sexo, mesmo.
Com efeito, no leilão mais famoso dos últimos tempos, em que a menina de 20 anos, alegadamente virgem, consegue leiloar seu atributo transitório por 1,5 milhão de reais, enquanto o rapaz anônimo que, no mesmo evento se dispôs também a perder a virgindade, só conseguiu angariar 5 mil reais, percebe-se bem a desvalorização que o próprio homem conseguiu se auto atribuir.
Mas não é só do lado dos homens que os conceitos inverteram não.
Hoje as mulheres estão cada vez mais ousadas. Mostram os seios em público sem nenhum pudor, afinal, os direitos são iguais.
O fato é que hoje a relação homem x mulher concebida por Deus aos humanos está cada vez mais abafada pelas relações paralelas, principalmente por dinheiro e status.
Para o homem, não é fácil separar que, por exemplo, aquela colega de trabalho elegante, é apenas uma colega de trabalho.
Por sua vez, não é fácil para as mulheres perceberem que nem sempre o ataque é a melhor defesa, pois, antes de mais nada, a ternura é ainda o maior atributo de uma mulher.

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