Embrapa Amapá implanta Sítio Agroecológico em Fazendinha

A estrutura conta com recursos de emenda do deputado Davi Alcolumbre

A Embrapa Amapá, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), iniciou o projeto de reestruturação do Campo Experimental da Fazendinha, localizado no Pólo Hortifrutigranjeiro, município de Macapá (AP). De forma gradativa, o campo deixará de ser uma área de experimentos nos moldes tradicionais para tornar-se referência em práticas agroecológicas, incluindo pesquisas e transferência de tecnologia para diversos públicos como agricultores, extensionistas e estudantes. A estruturação do Sítio Agroecológico, que está sendo implantado em uma área de 10 hectares, conta com recursos de emendas do deputado federal Davi Alcolumbre (DEM / AP) ao Orçamento Geral da União (2011 e 2012), no valor de R$ 450 mil. Parte destes recursos são utilizados também para a compra de três caminhonetes para os campos experimentais da Embrapa Amapá (Fazendinha, Cerrado e Mazagão).

Na manhã desta segunda-feira, 10/12, a equipe técnica da Embrapa Amapá receberá o deputado Davi Alcolumbre e demais convidados no Campo da Fazendinha, para a inauguração do galpão destinado a máquinas e implementos agrícolas, também construído com recursos de emenda do deputado Alcolumbre. A programação terá início com a cerimônia de inauguração do galpão para implementos agrícolas e do Prédio da Administração do Campo Experimental da Fazendinha. Em seguida, acontecerá a visita ao campo de matrizes de cupuaçuzeiros e ao viveiro de produção de mudas da Embrapa, que recebe melhorias na estrutura com recursos de emenda do deputado Davi Alcolumbre. De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amapá, Silas Mochiutti, o projeto do Sítio Agroecológico visa atender demandas de inovação agrícola que valorizam a conservação dos recursos naturais e o bem-estar da população. “Esta iniciativa do deputado Davi Alcolumbre em contribuir efetivamente no projeto de reestruturação do Campo de Fazendinha demonstra sua atenção e compromisso com o desenvolvimento da pesquisa agropecuária no estado do Amapá. Nosso retorno é a aplicação dos recursos em diversas melhorias no campo, na estrutura do viveiro de mudas, compra de carros e no projeto de reestruturação para sistemas agroecológicos”, acrescentou Mochiutti.

O Sítio Agroecológico da Embrapa Amapá será trabalhado como espaço para inovações de práticas agrícolas e será utilizado, entre outras atividades, para capacitação e formação de agentes multiplicadores, agricultores, estudantes, assessores técnicos e extensionistas. Entre os impactos da aplicação dos recursos da emenda do deputado Davi Alcolumbre estão a estruturação de espaço para implantar Sistemas Agroflorestais (SAFs), recuperação de áreas degradadas utilizando espécies nativas da Amazônia e capacitação de diversos públicos da Embrapa em técnicas de manejo de sistemas agroecológicos.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amapá, Joffre Kouri, ressalta que outros benefícios incluem a construção de um sistema de reutilização das águas servidas e um sistema de captação e distribuição de água para irrigação. “Também serão construídos tanques para cultivos de peixe, camarão e tracajá, além de um local para produzir compostos orgânicos e módulo para criação de galinha caipira”, acrescentou Joffre Kouri. O pesquisador Wardsson Lustrino, que participa do projeto de transferência de tecnologia “Inter-Agindo”, voltado para o mapeamento e incentivo a práticas agroecológicas, diz que a implantação do Sítio Agroecológico abre uma perspectiva concreta para dinamizar e diversificar as atividades da Embrapa Amapá. “Certamente será um espaço diferenciado, estamos na fase de transição e a alteração será gradativa. Na prática, teremos a integração produção-animal-vegetal, que formam o tripé do sistema diferenciado em relação às praticas de experimentos tradicionais”, disse o pesquisador. O setor de transferência de tecnologia da Embrapa Amapá, que vai administrar o Sítio Agroecológico, pretende manter o espaço aberto à visitação pública de segunda-feira a sexta-feira, com acompanhamento de profissionais da Embrapa.

Dulcivânia Freitas

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