Três ativistas curdas são mortas a tiros em Paris

Ministro do Interior francês afirma que ‘sem dúvidas’ as mulheres foram executadas; entre as vítimas está uma das fundadoras do PKK

Foto: Reprodução/Último Segundo
Foto: Reprodução/Último Segundo

Três ativistas curdas foram encontradas mortas em um centro de informações pró-Curdistão de Paris, na França, informou o ministro do Interior francês nesta quinta-feira (10). A agência turca Anadolu identificou uma das vítimas como Sakine Cansiz, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo que luta contra a Turquia por um Estado autônomo curdo desde 1984.

A rádio RTL divulgou que todas as três foram baleadas na cabeça, mas a polícia não confirmou essa informação. A motivação do ataque não foi esclarecida.

O ministro do Interior da França, Manuel Valls, que visitou o centro pró-Curdistão em Paris, onde o corpo foi encontrado, disse que as mortes foram “sem sombra de dúvidas, execuções”. Manifestantes, incluindo curdos, se reuniram nas ruas próximas ao local do crime.

As três mulheres foram vistas pela última vez dentro do instituto curdo na tarde de quarta-feira. Segundo a rede britânica BBC, um membro da comunidade tentou visitar o centro, mas encontrou as portas trancadas. Policiais e bombeiros encontraram os corpos por volta da 1h30 desta quinta no horário local (22h30 de quarta-feira em Brasília).

De acordo com a BBC, além de Sakine Cansiz as outras duas vítimas foram identificadas. Fidan Dogan, 32 anos, que trabalhava no centro de informações e também era uma representante em Paris do Congresso Nacional do Curdistão; e Leyla Soylemez, uma jovem ativista.

Na Turquia, Huseyin Celiz, vice-presidente do partido que governa o país, disse que o ataque aparentemente resulta de uma “rixa interna” do PKK, mas não deu qualquer evidência para apoiar a alegação.

A Turquia voltou a estabelecer o diálogo com o PKK no intuito de convencer o grupo a se desarmar. Celik sugeriu que o assassinos estavam tentando dar fim a essas conversas.

O conflito entre o PKK e as tropas turcas seifou milhares de vidas desde que os rebeldes – que buscam estabelecer um governo independente para os curdos no sudeste da Turquia – se armaram em 1984. Os aliados ocidentais da Turquia consideram o grupo uma organização terrorista. A minoria curda corresponde a mais de 20% da população turca de 75 milhões de habitantes.

Com informações da AP e da BBC

Fonte: Último Segundo

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