Cientistas criam método para saber cor dos olhos de antepassados

Análise informa também cor dos cabelos de mortos há até 800 anos. Pesquisadores analisam DNA preservado em dentes e restos mortais.

Restos do general polonês Wladyslaw Sikorski, morto em um acidente de avião em 1943 (Foto: Divulgação/Universidade Jagielonian)
O general polonês Wladyslaw Sikorski; à direita, crânio preservado do militar (Foto: Divulgação/Universidade do Kansas/Universidade Jagielonian)

Cientistas desenvolveram um método de análise do DNA de restos humanos que permite descobrir até a cor do cabelo e dos olhos de indivíduos mortos há tempos, afirma um estudo publicado no periódico “Investigative Genetics”, nesta segunda-feira (14).

Os pesquisadores da Universidade Jagielonian, em Cracóvia, em conjunto com cientistas da Universidade Erasmus de Roterdã, aplicaram o método nos restos mortais de um general polonês, Wladyslaw Sikorski, nascido em 1881 e morto em 1943, em um acidente de avião. Eles confirmaram que o militar possuía olhos azuis e cabelos loiros, pela análise.

rreram há até 800 anos, segundo os pesquisadores. Inicialmente o sistema havia sido desenvolvido para análise forense, mas os cientistas descobriram que ele pode ter aplicação também para ajudar a encontrar informações de antepassados e até em estudos arqueológicos, por exemplo.

Restos do general polonês Wladyslaw Sikorski, morto em um acidente de avião em 1943 (Foto: Divulgação/Universidade Jagielonian)
Restos do general polonês Wladyslaw Sikorski, morto em um acidente de avião em 1943 (Foto: Divulgação/Universidade Jagielonian)

“Este sistema pode ser usado para resolver controvérsias históricas, onde não existam registros, como fotos coloridas”, afirmou o pesquisador Wojciech Branicki, um dos autores do estudo.

Os pesquisadores analisaram também o DNA de uma mulher enterrada em uma cripta perto de Cracóvia, que viveu em algum momento entre os séculos 12 e 14. Eles descobriram que seu cabelo era loiro de tom escuro e que seus olhos eram castanhos. A análise baseia-se no material genético contido nos dentes, segundo os pesquisadores.

Fonte: G1

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