Campanha de prevenção à aids adota tom sério

A gravidade da doença e a importância do preservativo são alguns dos destaques.  O Ministério da Saúde incentiva o diagnóstico precoce por meio do Fique Sabendo

Agentes de saúde em curso / Foto: A. Frota
Agentes de saúde em curso / Foto: A. Frota

A campanha de prevenção às DST/aids do Ministério da Saúde, para o carnaval deste ano, tem como marca um tom mais sério em todo o seu conteúdo.  Com o enfoque,“A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha”,  a campanha pretende chamar a atenção para a diferença que faz o uso do preservativo na hora da relação. O público-alvo é a toda a população sexualmente ativa.

O lançamento aconteceu nessa quinta-feira (31), no Rio de Janeiro, com a presença de autoridades, atores, agentes comunitários de saúde e lideranças engajadas com a causa da prevenção de 16 favelas da capital carioca.

A abordagem da campanha dá ênfase a um novo conceito, a uma nova metodologia. “Estamos falando mais sério, mostrando que viver com aids, apesar de possível, não é fácil”, destaca o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.  Para o secretário, há uma tendência de distanciamento e de negação da população em relação à aids e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Essa atitude, segundo ele, costuma afastar as pessoas de comportamentos seguros de prevenção.

O vídeo da campanha já está sendo exibido e a mensagem aborda a gravidade da doença. O filme mostra que a aids não é como gripe e queimadura de sol, que podem ser curados com tratamento médico. Os cuidados com a saúde, no caso do HIV, exigem acompanhamento pelo resto da vida. O protagonista do vídeo, Diego Calixto, é portador do vírus e descobriu sua sorologia há dois anos, ou seja, o fato é real.

A campanha conta ainda com anúncios em outdoor, busdoor, taxidoor, esteiras de aeroportos, abrigos de ônibus e blimps, com o tema principal e a frase de apoio: “Proteja-se. Use sempre a camisinha”. Dois jingles de rádio também estão sendo veiculados, um em ritmo de frevo e outro, de samba. (Clique aqui para conhecer as peças gráficas, o filme e os spots de rádio).

O Ministério da Saúde também confeccionou a arte gráfica para abadás, adesivos, bandanas, bandeiras, camisetas, cartazes, dispensadores de camisinhas, estandartes, faixas, filipetas, flâmulas, folderes, garrafinhas, porta-documentos e ventarolas, todos disponíveis no site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para serem reproduzidos por estados e municípios.

Fique Sabendo – O governo federal também está incentivando a testagem nos estados e municípios, por meio da ação “Fique Sabendo” – estratégia de mobilização direcionada à ampliação do diagnóstico precoce de aids.  A meta é possibilitar às pessoas que vivem com HIV e não sabem disso, público estimado em 150 mil, façam o teste.  “O diagnóstico precoce, seguido do acesso a medicamentos antirretrovirais e do acompanhamento clínico adequado, são os grandes responsáveis pelo aumento da qualidade de vida dos portadores do HIV”, observa o diretor do Departamento, Dirceu Greco.

Atento a isso, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação do acesso à testagem. De 2005 – quando o teste rápido foi implementado no país – a 2012, houve aumento de 430% no número de testes ofertados (de 528 mil para 2,8 milhões). Com apenas uma gota de sangue, o resultado do teste sai em 30 minutos e a pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame.

O exame é 100% nacional desde 2008, produzido pela Biomanguinhos/Fiocruz e pela Universidade Federal do Espírito Santo. Nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), a entrega do resultado é sigilosa e, caso o resultado final der positivo, a pessoa é encaminhada para tratamento nos serviços de referência.

O Fique Sabendo atua em duas frentes: em Unidades Básicas de Saúde, CTAs e ambulatórios ou em locais como praças, feiras e eventos específicos. Além da realização de testes rápidos, o serviço distribui insumos para prevenção, como camisinhas, gel lubrificante e material informativo sobre HIV/aids, DSTs e hepatites virais.

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