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Pendência jurídica pode dar vitória à empresa de Eike no Maracanã

Foto: Divulgação
Regis Fichtner disse ainda que a proxima fase, após a aprovação de um ou dos dois consórcios, será de avaliação das propostas, mas ainda não há dará definida para a divulgação do resultado final. Foto: Divulgação

Uma pendência jurídica de uma das empresas do segundo consórcio que apresentou proposta de administrar o Maracanã voltou a paralisar a abertura dos envelopes agora ha pouco na sede da Casa Civil, no Palacio Guanabara, sede do governo do Rio.

A questão envolvendo a empresa Stadium Amsterdã N.V vai ser analisada pelo departamento jurídico da Casa Civil para saber se o consorcio Complexo Esportivo e Cultural Rio de Janeiro, formado pelas empresas OAS S/A, Lagardelle Unlimited e Stadium Amsterdã N.V. Poderão seguir no processo de analise ou se o consorcio chamado Maracanã S/A, formado pelas empresas Odebrecht Participações, IMX Venues e Arenas S/A e AEG administração de estádios, vai seguir para a proxima parte do processo sozinha.

Se a empresa for impugnada, a vitória do consórcio em que está a empresa IMX, do empresário Eike Batista, que foi questionada por ter participado do estudo de viabilidade técnica, pode ser confirmada. O secretario da Casa Civil, Regis Fichtner, disse não ver problemas na presença da IMX e disse ser absurda a duvida do Ministério Publico, que pediu a paralisação do processo na justiça.

“É um absurdo o promotor questionar isso”, disse Fichtner, dizendo que tudo foi feito dentro da lei e disse não reconhecer o sentimento de que a licitação seria de cartas marcadas. O deputado do PSOL, Marcelo Freixo, presente à sessão, disse ter opinião contrária.

“O resultado não temos ainda, mas o que vemos aqui são duas propostas de empreiteiras conhecidas e ao contrário do secretário acho suspeito, já que uma das empresas participou da fase anterior e as informações que ela tem diferenciam sua condição para as outras na busca para saber quem vai administrar o Maracanã”, disse Freixo, que entrou, ao lado de outros deputados, com uma ação civil publica no Tribunal de Justiça pedindo o julgamento do mérito da cassação da liminar que impedia o prosseguimento do processo.

Regis Fichtner disse ainda que a proxima fase, após a aprovação de um ou dos dois consórcios, será de avaliação das propostas, mas ainda não há dará definida para a divulgação do resultado final. “São duas concorrentes muito fortes, empresas brasileiras junto com empresas estrangeiras com muita experiência” disse. Ele respondeu as críticas ao modelo de licitação, dizendo que o modelo do Rio é igual ao do Mineirao, em Belo Horizonte e da Fonte Nova, em Salvador. “Não estou preocupado com quem vai ganhar, mas com o conforto do torcedor”, disse.

Sobre o fato de o governo ter impedido a entrada de populares na sessão, que é publica, Regis Fichtner disse que tinha que garantir a integridade de membros do governo e das empresas participantes e que não poderia permitir a entrada do que classificou de baderneiros. O deputado Marcelo Freixo, a deputada Janira Rocha e o vereador Eliomar Coelho e Renato Cinco, todos do PSOL, levaram cerca de 45 minutos negociando com a policia, que protegia a entrada do Palacio, para conseguirem chegar até o auditório.

Terra

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