Baiuca

Ciência perde pesquisadora com importante história no Amapá

Internada desde 11 de junho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Clínica Porto Dias, em Belém (PA), faleceu na madrugada desta segunda feira, 1º, a pesquisadora e ex-servidora do Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), Odete Fátima Machado da Silveira.

O falecimento da pesquisadora causou grande impacto no meio científico, tanto no Pará como no Amapá, entre seus alunos, acadêmicos de graduação e colegas pesquisadores, com quem dividia a execução dos diversos projetos de pesquisa que encontram-se em andamento.

Geóloga, mestre e doutora em Geologia e Geoquímica pela Universidade Federal do Pará (UFPA), a professora-pesquisadora Odete Fátima encontrava-se, atualmente, ligada profissionalmente à UFPA, mas, até o último momento, foi uma colaboradora incansável ao trabalho desenvolvido pelo Iepa, onde atuou como coordenadora do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro e desenvolveu excelente trabalho na direção do Centro de Pesquisas Aquáticas (CPAq), estabelecendo as bases da pesquisa como vetor de desenvolvimento do Estado do Amapá.

Manteve vínculos de pesquisa em muitos projetos de importância significativa para o Amapá, como, por exemplo, na vice-coordenação do mapeamento e elaboração de cartas de sensibilidade ambiental para derramamento de óleo (cartas SAO) para a bacia da Foz do Amazonas.

Na Universidade Federal do Amapá (Unifap), foi professora-colaboradora do curso de Mestrado Interinstitucional em Biodiversidade Tropical e professora-convidada dos cursos de Especialização e de Mestrado Integrado em Desenvolvimento Regional.

O vínculo afetivo da pesquisadora com acadêmicos, pesquisadores e com o Estado do Amapá foi sempre muito forte. É certeza de que suas raízes estão aqui plantadas, através do trabalho que desenvolveu, que tem prosseguimento nas pesquisas que estão em andamento e das inúmeras pessoas que inspirou com suas realizações, com sua personalidade marcante, com sua integridade e dinamismo.

O corpo da pesquisadora está sendo velado na capela Max Domini, localizada na Avenida José Bonifácio, bairro do Guamá, na capital paraense, e deverá ser cremado na quarta-feira, 3. Suas cinzas, como era de sua vontade, serão lançadas ao Rio Amazonas, em frente à cidade de Macapá.

Graça Viana Jucá/Iepa

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