Comércio cresce 8,6% nos últimos 12 meses e posiciona o Amapá em segundo entre os estados do Norte

Segundo dados da última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatíatica (IBGE), o Amapá obteve um crescimento de 8,6% nas vendas do varejo no acumulado dos 12 meses (período que compreende de julho de 2012 a agosto de 2013). O percentual coloca o Amapá em segundo lugar no ranking dos estados da Região Norte com o maior volume de vendas do comércio nesse período. O primeiro foi Roraima, com crescimento de 11,3%.

Os dados oficiais do IBGE, portanto, desmentem a manchete publicada na sexta-feira,18, pelo jornal "A Gazeta", que mentiu ao veicular que houve "queda" no percentual do acumulado dos últimos 12 meses e não crescimento de 8,6% nesse período, como afirmam os números da PMC.

A proposta do jornal "A Gazeta", o qual tem ligação profunda com a chamada "lideranças da harmonia", presas pela Polícia Federal (PF), é de desinformar a opinião pública amapaense para garantir dividendos políticos ao grupo da harmonia. Afinal, essa inversão dos dados do IBGE leva o leitor a acreditar em uma realidade desconstruída pela linha editorial do veículo, provocando confusão aos cidadãos entre o fato e a inverdade.

"A análise de ‘A Gazeta’ está errada. Em agosto houve uma queda (de -0,7%), mas não o percentual que diz a manchete do jornal", ressalta Beatriz Cardoso, gerente de Pesquisa da Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio).

A PMC mostra que, no mês de agosto, houve uma pequena retração (de -0,8%) no volume de vendas, e (de -0,4%) na receita nominal em relação a julho deste ano, ambas na série com ajuste, que leva em consideração os períodos festivos, portanto, mais intensos para as vendas no comércio em cada região. No entanto, no acumulado do ano, as vendas no comércio varejista aumentaram 4% e a receita nominal registrou crescimento de 10,4%.

Quanto às vendas do Comércio Varejista Ampliado, também no acumulado dos 12 meses, a taxa apresenta saldo positivo equivalente a 9,7%. Esse percentual posiciona o Amapá, também, em segundo lugar no ranking dos estados do Norte, desta vez, abaixo do Acre, com crescimento de 10%, e acima de Roraima, com elevação de 8,7%.

Para o secretário de Estado Juliano Del Castilo, da Secretaria do Planejamento, Orçamento e Tesouro (Seplan), apesar da leve queda, é possível comemorar a posição de destaque que o Amapá vem obtendo no acumulado dos últimos 12 meses nas vendas do comércio.

"Esse crescimento é também reflexo das ações que o governo vem implantando, visando ao crescimento de emprego e renda. Segundo o Caged, a construção civil foi o setor que gerou mais empregos em agosto, por conta da construção de várias obras públicas em andamento. Com emprego e renda garantidos, o cidadão tem agora poder de compra, movimentando a economia local", avalia Del Castilo.

Emprego cresce em setembro

A partir de setembro, o comércio já mostra reação à leve queda nas vendas de agosto. A análise parte dos dados divulgados na quarta-feira, 16, pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números apontam que o comércio foi o setor que mais gerou empregos com carteira assinada em setembro no Amapá: 180 novos postos de trabalho, em função de períodos importantes nas vendas, como o Dia das Crianças e o Círio.

"Esses números refletem uma reação positiva das vendas no comércio. E a tendência é que o segmento gere mais empregos em função do período das festas de fim de ano", anseia a gerente de Pesquisa da Fecomércio.

Segundo o Caged, o Amapá gerou em setembro um total de 475 empregos celetistas, o que representou uma expansão de 0,61% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada em agosto. O desempenho foi proveniente, também, da expansão do emprego, principalmente nos setores da construção civil, com 146 postos criados, e dos serviços, que gerou 105 vagas no mês passado. Esses dados de geração de emprego colocam o Amapá como o segundo Estado na geração de empregos formais do país nos últimos 12 meses.

A PMC é calculada mensalmente, mas divulgada no intervalo de dois meses.

Júnior Nery/Seplan

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