Secretária de Educação reúne com a coordenadora do Projeto “Olhares Cruzados na Diversidade”

A secretária de Estado da Educação, Elda Araújo, reuniu com a coordenadora do Projeto "Olhares Cruzados na Diversidade", Dirce Carrinon. O encontro contou com a presença da coordenadora de Educação Específica, Alciléa Ferreira, e consistiu em apresentar o projeto à Seed com o objetivo de implantá-lo em duas comunidades indígenas e três quilombolas.

O projeto conta com o patrocínio da Petrobras Desenvolvimento & Cidadania e com o apoio institucional do Governo do Amapá. Em 2014, o Olhares Cruzados na Diversidade completa dez anos de existência e já contemplou 48 comunidades no Brasil e em mais 12 países.

O mesmo já conta com 12 edições e dez livros publicados e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre crianças e adolescentes de comunidades distintas, buscando o alargamento dos seus horizontes culturais e o reconhecimento das raízes históricas comuns, bem como o fomento da inclusão cultural, educacional, social e econômica em localidades e regiões de baixo desenvolvimento relativo.

Dirce Carrion explicou que durante a implementação do projeto, os adultos e crianças das comunidades serão entrevistados e, partir desse trabalho, eles se apresentam para outras comunidades. "No caso desse projeto que estamos trazendo para o Amapá, nós iremos trabalhar com cinco comunidades, que serão integrados em outras comunidades brasileiras", destacou.

O projeto terá duração de dois anos e trabalhará com a etnia Palikur, na aldeia Kumenê. A primeira viagem para a aldeia acontece neste fim de semana, onde o projeto será apresentado aos indígenas, depois são feitas oficinas nas comunidades, em seguida o material produzido nas oficinas irá virar livros. "Nós voltamos para as comunidades com um design para discutir junto com as crianças o layout do livro e depois voltamos novamente para fazer a exposição desse material e doá-lo à comunidade e à Secretaria de Educação", explicou a coordenadora.

A secretária Elda Araújo enfatizou que a implementação do projeto irá reforça a Lei 10.639, que trata da obrigatoriedade da História da África e dos Afrodescendentes no currículo escolar, e a Lei 11.645, que trabalha a mesma questão dos povos indígenas. "Como hoje o acervo que trata sobre esse assunto é pouco, com esse projeto iremos ampliar nosso leque de material didático e o melhor disso é que os livros serão trabalhados com as próprias comunidades", concluiu.

Adryany Magalhães/Seed

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