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Epidemiologia é o tema da primeira palestra do Fórum de Hanseníase do Amapá

Epidemiologia da Hanseníase no Amapá. Esse é o tema da primeira palestra proferida dentro do I Fórum de Hanseníase do Amapá, que acontece na Escola de Administração Pública (EAP).

O evento é uma realização da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) e tem o objetivo de garantir a sensibilização dos profissionais de saúde, familiares e portadores de hanseníase.

"Nosso foco é a prevenção, queremos garantir que a doença seja detida e que não tenhamos aumento nos casos aqui no Amapá", ressaltou Iranir Andrade, diretora do CRDT. Ela observa que o fórum vai abordar ainda os temas manejo clínico da hanseníase, medicação da doença, eficiência da alimentação para os portadores, fisioterapia e panorama nacional da doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 232 mil novos casos foram registrados em 2013 – a Índia está em primeiro lugar na incidência da doença e o Brasil, em segundo. Através do CRDT, em 2011, a Sesa identificou 295 novos casos de hanseníase. No ano de 2012 foram 170 e ano passado, 153. "Embora os índices sejam decrescentes, a hanseníase ainda é uma doença que preocupa e que deve ser sempre observada para melhorias na saúde do Amapá", pondera Iranir.

Conheça a doença

A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada por um bacilo denominadoMycobacterium leprae. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Os sintomas se apresentam com sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo; diminuição da força muscular.

A hanseníase tem cura, o tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento da doença é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.

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