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Moradores do Bailique recebem boas novas para o setor educacional

Prefeito Clécio Luís fez a entrega de seis Arcas das Letras, anunciou um plano de reestruturação física de escolas e o início do Projeto Escola e Comunidade.

A Prefeitura de Macapá acredita e aposta em novas perspectivas para a cidade e seus moradores. Por isso, com investimentos planejados na Educação, vem implementando uma série de ações que começam a ser sentidas pela população. Com a proximidade do aniversário da cidade, uma grande ação levada ao Bailique, nos dias 25 e 26, deu início aos festejos de 256 anos de Macapá, e a Educação, junto com a saúde, teve foco prioritário.

As boas novas chegaram em série, e de uma só vez. O prefeito Clécio Luís fez a entrega de seis Arcas das Letras; anunciou um plano de reestruturação física de escolas que abrange reformas, ampliação e construção, e também informou do início do Projeto Escola e Comunidade, que envolve capacitações profissionais, artísticos e culturais para o povo bailiquense.

O agricultor José Ferreira, pai de dois jovens e morador da comunidade de Vila Progresso, chegou desconfiado ao Centro Comunitário, local onde ocorreu o encontro da comitiva da PMM e comunidade, mas após os anúncios pelo prefeito, deixou o local esperançoso.

“A gente fica com um ‘pé atrás’ quando qualquer governo chega aqui. Pensamos logo que é para se promover, somos do interior, mas não somos bestas. O prefeito Clécio vem aqui pela segunda vez. A primeira foi para dizer que ia voltar, não acreditei, mas agora ele volta e traz um monte de coisas boas para nossa gente, na saúde que precisamos tanto, e na educação, quero muito que essas bibliotecas ajudem nossos filhos a quererem ler e crescer, saberem mais do que nós, que somos pais e não temos conhecimento de sala de aula”, disse Ferreira.

Os investimentos na zona rural são motivados pela responsabilidade de quem sabe que Macapá existe muito além de sua sede. “Nosso primeiro ano à frente da prefeitura foi para arrumarmos a casa, para que pudéssemos investir, com responsabilidade, nas melhorias que a população tanto deseja. Vamos então trabalhar diuturnamente para a construção de uma cidade melhor para se viver, e não somente no centro de Macapá, mas igualmente para as comunidades mais distantes, por isso estamos aqui, trazendo cultura, saúde, educação, lazer, que são essenciais para a vida cidadã”, disse o prefeito Clécio Luís.

Arcas Itinerantes – para acesso de todos

Com as seis Arcas das Letras chegou ao Bailique um acervo de 1.200 livros que circulará por espaços aonde a leitura seja incentivada e, quem sabe, possa alcançar os seus quase 15 mil habitantes. As bibliotecas rurais foram distribuídas para as comunidades Vila Maranata, Canal do Guimarães, Jaranduba, Rosa de Saron e Freguesia do Bailique, ficaram sob a responsabilidade dos diretores de cada localidade, mas à disposição para percorrer para qualquer lugar onde tenha um leitor, pois seu principal objetivo é circular levando o tesouro das letras ao maior número de pessoas.

Emocionada, a secretaria municipal de Educação, Antônia Andrade, tinha motivação de sobra para resplandecer felicidade por estar no Bailique. Ela é filha da terra, bailiquense que deixou a região para estudar e conseguiu seguir carreira, sonho de tantas crianças e jovens daquele lugar, tão remoto e distante.

“Me sinto como que devolvendo ao Bailique o que ele me deu, uma vida cheia de simplicidade, mas cheia de valores. A leitura é o caminho para que a gente exerça a cidadania e a criticidade, por isso as arcas devem circular nos espaços onde interessam a vocês, seja nas escolas, nos centros comunitários, nas igrejas, casas… vocês são os cuidadores dela, por favor, as recebam com a confiança de que são uma porta para o desenvolvimento de seus filhos e para todos”, afirmou Antônia Andrade.

Em Macapá, a meta da Secretaria Municipal de Educação (Semed) é que até o final de 2014 se chegue a marca de 300 Arcas das Letras, distribuídas por diferentes zonas rurais, somando mais de 60 mil livros à disposição das comunidades do campo, quilombolas e ribeirinhas. Concebidas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa conta com a parceria das prefeituras e das secretarias de educação para serem implementadas nas localidades.

A Semed recebe os livros do Governo Federal, mas é responsável pela construção das bibliotecas, em madeira, de acordo com as normas estabelecidas nacionalmente. Cada exemplar da arca tem o custo de R$ 380,00. Entre os volumes que compõem a minibiblioteca constam materiais literários, didáticos, revistas, dicionários, enciclopédias e gramáticas.

Mais escolas e espaços dignos

Espaços dignos e confortáveis para os alunos também estão sendo providenciados pela Prefeitura de Macapá. Com recursos já garantidos de emendas parlamentares, o prefeito Clécio Luís anunciou, para este ano, a reforma das escolas do Canal do Guimarães, Rosa de Saron e Freguesia do Bailique, além da ampliação da Escola de Jaranduba, que ganhará mais 4 salas de aula, e também a construção das escolas nas comunidades de Limão do Curuá e Liberdade do Pacuí.

Qualificação para o trabalho, geração de renda, cultura, arte, esporte e lazer -Esses são os focos das práticas de ensino que, a partir de março, serão desenvolvidas no Bailique. Com cursos de cabeleireiro e manicure, planejamento familiar, corte e costura, recreação, campeonatos, apresentações artístico-culturais, o projeto “Escola e Comunidade” é uma parceria do Ministério da Educação e Semed, que será desenvolvido nas salas de aula, pátio de recreação, campos de futebol, praças. O distrito do Bailique receberá o projeto piloto, que se multiplicará por outras localidades da capital. Desenvolvido nas escolas, cada instituição recebe um valor entre 7 e 8 mil reais para o desenvolvimento das atividades, que têm duração de seis meses.

Na reconstrução de Macapá, a educação é prioridade e a escola sempre dialogará com a comunidade. “Só assim podemos sonhar com a construção de uma sociedade mais igualitária, com informação acessível a todos, para quem mais carece de apoio”, finalizou a secretária Antônia Andrade.

Rita Torrinha/Asscom PMM
Fotos: Márcia do Carmo

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