Dilma anuncia troca de seis ministros

As mudanças no primeiro escalão têm sido um dos alvos das tensões recentes entre PMDB e PT. Foto: Reprodução
As mudanças no primeiro escalão têm sido um dos alvos das tensões recentes entre PMDB e PT. Foto: Reprodução

A presidente Dilma Rousseff deu continuidade à reforma ministerial nesta quinta-feira com seis trocas no primeiro escalão, acomodando sua base após uma crise com parte de seus aliados na Câmara dos Deputados.

Para comandar a Agricultura, a presidente decidiu promover o atual secretário de Política Agrícola da pasta, Neri Geller, para o lugar do deputado federal licenciado Antônio Andrade (MG). O novo nome é bem visto pela bancada de deputados do PMDB, que comanda o grupo de insatisfeitos que impôs derrotas ao governo na Câmara nesta semana.

No Turismo, o atual gerente de assessoria internacional do Sebrae, Vinicius Nobre Lages, assumirá o lugar do também deputado licenciado Gastão Vieira (MA). O ex-prefeito de Ouro Preto Ângelo Oswaldo, nome anteriormente aventado para o posto, segundo uma fonte do Planalto, não contava com o apoio total da bancada.

Na Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp dará lugar ao reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Clélio Campolina, que possui ligações com o PMDB mineiro e fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Além disso, Gilberto Occhi substituirá Aguinaldo Ribeiro, na pasta de Cidades. Atual vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal (CEF), Occhi conta com a simpatia da bancada do PP na Câmara, mas seu nome é considerado uma escolha mais técnica do que política, segundo uma fonte do partido.

O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) comandará o Ministério da Pesca no lugar de Marcelo Crivella; e Miguel Rossetto assumirá o Ministério do Desenvolvimento Agrário na vaga que era de Pepe Vargas.

As mudanças no primeiro escalão têm sido um dos alvos das tensões recentes entre PMDB e PT, que provocaram derrotas ao governo na Câmara dos Deputados nesta semana.

Dilma decidiu aproveitar a reforma para abrigar novos aliados, com vistas à campanha pela reeleição neste ano, e o PMDB, que atualmente tem cinco ministérios, pressionava por mais espaço na Esplanada.

Os novos ministros tomam posse em cerimônia marcada para a manhã da segunda-feira, informou a Presidência.

(Por Eduardo Simões em São Paulo e Maria Carolina Marcello em Brasília)

Reuters

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