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Água tem qualidade ruim em rios de sete Estados brasileiros

Apenas 19 rios e mananciais mostraram ter boa qualidade, de acordo com levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica

A fundação SOS Mata Atlântica divulgou a pesquisa. Foto: Reprodução
A fundação SOS Mata Atlântica divulgou a pesquisa. Foto: Reprodução

São Paulo – Quase metade da água dos rios, córregos e lagos de sete Estados brasileiros é considerada péssima ou ruim (40%). É o que mostra um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, que analisou as condições em 117 pontos fluviais entre março de 2013 e fevereiro de 2014.

Na amostra, foram considerados 32 bairros de toda a cidade de São Paulo e 15 bairros do Rio de Janeiro, além de outros pontos nos Estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os dados foram divulgados na semana em que é celebrado o Dia da Água, no sábado.

De acordo com o levantamento, 87 pontos analisados (49%) foram classificados como regulares, 62 (35%) foram considerados ruins e 9 (5%) apresentaram condições péssimas – os últimos ficam todos em São Paulo. Apenas 19 rios e mananciais (11%) mostraram ter boa qualidade – eles estão localizados em áreas de preservação ambiental, como o Santuário Capixaba da Mata Atlântica (ES). Nenhum dos pontos foi considerado ótimo.

Esgoto. Um dos coordenadores da pesquisa, Gustavo Veronesi atribui principalmente ao despejo de esgoto doméstico a presença de poluentes nos rios e lembra que o kit usado para medir a qualidade das águas não leva em conta o esgoto industrial.

“Vemos que a população está se tornando mais consciente, mas é um processo que não é muito rápido, isso demora para se tornar visível”, explica, referindo-se à melhora tímida na comparação com a medição ocorrida em 2010.

Entre os parâmetros usados para avaliar a qualidade da água estão o nível do oxigênio e de pH, o odor e a presença de urina e fezes. Para realizar a medição nos diversos pontos dos Estados, o programa Rede das Águas conta com o auxílio de grupos de escolas, escoteiros e cidadãos interessados em promover a educação ambiental das comunidades.

“O poder público, as empresas e também os cidadãos já estão entendendo que cada um precisa fazer a sua parte”, declara Veronesi. “Se nós não maltratássemos tanto os rios localizados em São Paulo, talvez não tivéssemos de buscar água tão longe”, completa.

Agência Estado

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